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    <title>3VV</title>
    <link>www.terceiraviaverdao.com.br</link>
    <description>Terceira Via Verdao</description>
    <language>pt-BR</language>
    <webMaster>webmaster@terceiraviaverdao.com.br</webMaster>
    <item>
      <title>A história se repete como farsa</title>
      <pubDate>17/12/2009 00:00:00</pubDate>
      <description>POR JOTA CHRISTIANINI A história só se repete como farsa.
Verdade! Vamos então conhecer a história, já que
a farsa todos conhecem e aconteceu em 2000 quando a FIFA organizou o
segundo mundial de clubes em sua história, curiosamente, ambos com
final no maracanã, e inexplicavelmente, ou&amp;nbsp;"explicavelmente", o
cidadão que exercia a presidência do Palmeiras abriu mão de disputá-lo,
embora a vaga fosse de fato e de direito do Verdão.

Ano de 1948. O Chile,&amp;nbsp;junto com a federação
sulamericana de futebol, resolveu fazer o primeiro campeonato de
clubes da América do&amp;nbsp;&amp;nbsp;Sul -- recentemente a Comenbol concedeu a este
campeonato&amp;nbsp; a&amp;nbsp; mesma importância da Libertadores. 

Cada país mandou seu campeão, mas e o Brasil?
Aqui não havia campeonato nacional; o tamanho
continental do país e as dificuldades de locomoção, impossibilitavam
qualquer campeonato nessa dimensão.
Dois campeonatos destacavam-se; o paulista e o
carioca mais organizados, profissionais e com muito maior
repercussão que os demais. 
Resolveram a questão; os campeões dos dois maiores
torneios disputariam uma séria de três partidas e o vencedor
representaria o Brasil. Até um troféu foi instituído, a Taça Mitto.
Na primeira partida realizada no Pacaembu o PALMEIRAS venceu&amp;nbsp; 2x1 gols do Bóvio e do Lula.
Segundo jogo no Rio de Janeiro, São Januario, deu Vasco 3x1.
Foram para a terceira partida, fevereiro de 48
e o Palmeiras, contando com atuação extraordinária de Lima (que
marcou um dos gols e o outro foi de Arturzinho) venceu o "expresso da
vitória" cruzmaltina, 2x1. 

Receberam a Taça, deram volta olímpica,
comemoraram o direito de&amp;nbsp; representar o Brasil&amp;nbsp;no Chile, enfrentar
River Plate, Colo Colo, Penarol etc. Tudo era festa!
Meses depois realizou-se tal torneio sulamericano e quem desembarcou em Santiago representando o Brasil?
O VASCO! ---Crédito para a imagem: Fabio Marcello </description>
      <link>http://www.terceiraviaverdao.com.br/3vv/InformativoLista.aspx?p0=3&amp;p1=3470</link>
      <author>Blog 3VV</author>
      <category>MENINOS EU VI</category>
    </item>
    <item>
      <title>Para ver se o tempo passa</title>
      <pubDate>10/12/2009 00:00:00</pubDate>
      <description>POR
JOTA CHRISTIANINI 

Tá chegando o fim de ano. Espero
que chegue logo e assim como não tivemos 2009, quem sabe haja 2010.

Para chegar logo o fim do ano
vamos prosear e recordar.

O Palestra era nitidamente
preterido pela imprensa pelo incômodo que representavam aqueles italianinhos
infiltrando-se nos esportes, nas indústrias, na sociedade.

&amp;nbsp;No primeiro quarto do
século,&amp;nbsp; os jogadores do Palestra eram chamados na imprensa, pelo apelido
ou pelo primeiro nome, isso quando a escalação palestrina era escrita. Muitas
das vezes só o adversário tinha o nome e sobrenome dos seus jogadores
anunciados.

Como cita o professor Campos
Arruda no Livro IMIGRAÇÃO - O CASO PALESTRA ITALIA,&amp;nbsp; em 1917
enfrentavam-se Palestra e Mackenzie. 

O Palestra não teve seu time
anunciado e disputava a liderança do campeonato, enquanto o&amp;nbsp; Mackenzie
teve o time todo escalado pelo jornal O Estado de S. Paulo, mesmo estando na
lanterna do certame.

Mais do que palavras
reproduzimos ipsis literis o mesmo
jornal , quando&amp;nbsp;o Palestra enfiou 5x1 no Corinthians,&amp;nbsp; na Fazendinha.


Lembramos que o leal adversário
costumava ser menosprezado também, mas nada se comparava aos italianinhos do
Palestra. Após uma goleada histórica&amp;nbsp;leiam o comentário do jornal no
primeiro jogo do campeonato paulista de 1933

&amp;nbsp;Publicada por OESP em 9/537.
Os&amp;nbsp;acréscimos estão sublinhados e são meus.

---

Vencido pelo Palestra Itália por 5 a 1:

“Contudo, a acção da linha de
avantes salvou o

club do Parque São Jorge de um
fracasso maior.”

Ou seja, o time apanha de 5x1 e o seu ataque é elogiado. 

“Notámos porém uma falha:
morosidade e insegurança nos momentos que requeriam acção rápida. Por isso,
pouca foram as vezes que o excelletente guardião do Palestra teve que intervir (...)”


“O seu êxito [ do Palestra ] se deve mais aos remates
freqüentes da linha de avantes (...)” 

&amp;nbsp;Ora bolas! O ataque é para chutar&amp;nbsp; a gol, o
que esperavam dos atacantes? Que&amp;nbsp;&amp;nbsp;dançassem uma valsa? 

“remates de acções individuais,
porque os ataques foram, em sua maioria, pessimamente finalizados, conseqüência,
aliás da ausência de uma efficaz actuação de conjunto.”

5x1 num Derby no campo adversário e o ataque não foi eficaz!

&amp;nbsp;---

Percebe-se que o Palestra já era
preterido, teve que impor-se pela vontade de vencer e por ter vencido. Nada
mudou até os tempos atuais. Precisamos fazer muito mais que os outros e errar
muito menos. 

Para desanuviar, mas ainda
dentro da forma de tratamento que se dá aos não escolhidos para serem
elogiados, lembro de um jogador que passou pelo Palmeiras&amp;nbsp; em 1963, Paulo
Leão. No começo dos anos 60 jogava pelo Guarani, mas era severamente criticado
pelo jornalista campineiro Paulo Rosky, já falecido. 

Um tarde Paulo Leão ficou no
banco e&amp;nbsp; entrou no segundo tempo diante do Taubaté. Fez 5 gols em pouco
mais de 30 minutos. Toda torcida esperou&amp;nbsp; comentário de Rosky e ele veio
na medida.

"Paulo Leão, fez cinco gols
e nada mais, nota 2."

Fechando, e com chave de ouro,
ouçam o comentário final de Armando Pamplona, como ele referia-se aos atacantes
num jogo&amp;nbsp;internacional de 10 gols,&amp;nbsp; logo após o jogo Paulistas 6 x
Bolonha 4, em 1929 (a marcação de 1934 no titulo da gravação esta errada).

&amp;nbsp;Narração de Futebol pela PRA-E Educadora de Sao Paulo com Armando Pamplona - 1934

&amp;nbsp;Jota Christianini 

---Imagem: Gol de Romeu nos 5x1 contra o Corinthians em 1933</description>
      <link>http://www.terceiraviaverdao.com.br/3vv/InformativoLista.aspx?p0=3&amp;p1=3431</link>
      <author>Blog 3VV</author>
      <category>MENINOS EU VI</category>
    </item>
    <item>
      <title>La Prima Volta: Cinquina, a história das 5 coroas (parte 5)</title>
      <pubDate>3/12/2009 00:00:00</pubDate>
      <description>
POR JOTA CHRISTIANINI 
Conquistar quatro coroas já era muito bom, mas ai companheiros, apareceu a dama mais bonita do baile. 
Trazida pela FIFA que mandou os árbitros, vistoriou os estádios, fez a tabela e mandou a Taça iniciou-se na metade de 1951 o PRIMEIRO MUNDIAL DE CLUBES em DISPUTA DA COPA RIO.
O Brasil foi representado por dois times, os campeões paulista - PALMEIRAS &amp;nbsp;- e carioca - Vasco da Gama.
A chave do Palmeiras, disputada no Pacaembu foi tecnicamente melhor que a chave carioca. O Palmeiras atropelou os europeus, Estrela Vermelha e Olimpique, campeões em seus países e já classificado para a fase final comemorou com o também classificado Juventus, após uma suculenta macarronada, em jogo que prevaleceu a melhor disposição dos italianos.
Fase final e o Verdão teria que enfrentar o Vasco, o Expresso da Vitória que contava com oito jogadores que haviam disputado o mundial de seleções no ano anterior com camisa brasileira.
A disputa entre os dois era mais antiga. Dois anos antes houvera um tira teima para definir quem representaria o Brasil no sul-americano de clubes em Santiago. Jogaram três partidas o Palmeiras venceu duas e quem viajou foi o Vasco. Nota-se que esta história do Vasco tomar o lugar do Palmeiras não seria a única, mas enfim.
Foram dois jogos sensacionais, curiosamente ambos no Maracanã,
No primeiro estreando o goleiro Fábio o Palmeiras venceu 2x1 e n segundo com outra atuação magnífica de seu jovem goleiro o Palmeiras classificou-se as finais no empate de 0x0.
Contra quem seria decisão?&amp;nbsp; Justamente contra Juventus de Turim que havia nos derrotado na última partida classificatória.
Foi uma batalha; 1x0 para o Palmeiras gol de Rodrigues. Faltava apenas um jogo, um empate e vingaríamos a derrota brasileira um ano antes naquele mesmo Maracanã para os uruguaios, na Copa do Mundo. E, mais importante, colocaríamos a 5ª coroa na cabeça do periquito, símbolo oficial do Palmeiras.
Rodrigues fez um dos gols, os italianos, marcaram dois, mas no fim do jogo Liminha driblou a defesa italiana, o goleiro italiano, driblou a trave, quem sabe algum fotógrafo próximo e entrou com bola e tudo nas redes da Juventus. 2x2!
Era o título, mundial era a quinta coroa.
Por isso amigos num tempo que quem conquista três títulos manda mudar distintivo, ai esta como foi que o Palmeiras tornou-se o campeão das 5 Coroas. E notem que título incontestado já que nenhuma das decisões permitiu uma única reclamação. Todas ganhas no campo e com arbitragem correta. 
Assim sempre foi e será o PALMEIRAS.</description>
      <link>http://www.terceiraviaverdao.com.br/3vv/InformativoLista.aspx?p0=3&amp;p1=3394</link>
      <author>V Criscio</author>
      <category>MENINOS EU VI</category>
    </item>
    <item>
      <title>La Prima Volta: a história das 5 coroas (parte 4)</title>
      <pubDate>26/11/2009 00:00:00</pubDate>
      <description>
POR JOTA CHRISTIANINI 
Menos de um mês depois de ter ganhado a terceira coroa o Palmeiras partia para novo torneio, a Taça Cidade de S. Paulo de 1951.
Ninguém mais duvidava do poderio do time de Palestra Itália, 
Afinal ao&amp;nbsp;ganhar o estadual derrubara o tabu. Quem vencesse a Taça da Cidade não venceria o Campeonato Paulista.
O Palmeiras venceu as duas e ainda de lambuja&amp;nbsp;ganhou o&amp;nbsp; Rio-SP.
Bem! Diziam os&amp;nbsp;céticos:&amp;nbsp; - venceu três taças, agora chega! &amp;nbsp;
Ou desdenhavam: -&amp;nbsp;Nem vai pagar place nessa nova disputa.
O Santos, primeiro adversário,&amp;nbsp;bancou o holandês,&amp;nbsp; pagou pelo que não fez.&amp;nbsp;
No primeiro jogo da nova competição o Palmeiras enfiou 6x2 no time das praias.
Foi demais! Até os 30 minutos de jogo o placar apontava 1x1 e o Palmeiras dominava, mas não marcava.&amp;nbsp; Dos trinta do primeiro tempo aos quinze do segundo, ou seja, em meia hora de bola correndo&amp;nbsp; o&amp;nbsp; Palmeiras marcou cinco gols. Para enfeitar o baile, cada um dos atacantes marcou um gol:&amp;nbsp;Lima, Aquilles,&amp;nbsp;Liminha, Jair e Rodrigues.
Veio a final e quem nos enfrentaria? O&amp;nbsp;inimigo de 42, O time das muitas cores já nos tinha visto dar a volta olímpica no paulista e agora, não contente, queria apanhar de novo.
Foi atendido.
3x2 para o Palmeiras com mais de&amp;nbsp;sessenta mil pessoas no Pacaembu.
O Aquilles fez dois e o Liminha mais um; mais que suficiente para&amp;nbsp;no final da partida ao sair do campo &amp;nbsp;Oberdan Cattani&amp;nbsp;&amp;nbsp;parar&amp;nbsp;diante do treinador&amp;nbsp;adversário, Leônidas da Silva, fazer o ligeiro, irônico e tradicional sinal de quatro,&amp;nbsp;com as pernas dobradas.
A torcida ainda não tinha esquecido a marchinha carnavalesca das três coroas, só mudou o numero.
“Já ganhamos 4 coroase ainda queremos mais”
E se queriam a quinta coroa, lógico que ela chegou.
&amp;nbsp;</description>
      <link>http://www.terceiraviaverdao.com.br/3vv/InformativoLista.aspx?p0=3&amp;p1=3369</link>
      <author>V Criscio</author>
      <category>MENINOS EU VI</category>
    </item>
    <item>
      <title>La Prima Volta: a história das 5 coroas (parte 3)</title>
      <pubDate>20/11/2009 00:00:00</pubDate>
      <description>POR JOTA CHRISTIANINI 

Ganha a segunda coroa e a imprensa aos&amp;nbsp; poucos passou a
comentar a possibilidade do Palmeiras ganhar a terceira coroa.

Era o Rio-SP até então o mais importante torneio entre
estados no Brasil. Costumava-se chamar seu vencedor de campeão brasileiro.

As dez equipes reuniam praticamente a totalidade dos
jogadores convocados para a seleção brasileira. E as seleções paulista e
carioca haviam ganhado todos os campeonatos brasileiros de seleções.

O Palmeiras começou o Rio-SP oscilando, meteu 7x1 no
Flamengo na estreia do Liminha que marcou quatro gols, mas perdeu alguns jogos
e chegou na última rodada precisando ganhar do Vasco no Maracanã para
igualar-se ao leal adversário&amp;nbsp;na tabela e provocar as partidas de desempate.

O Palmeiras venceu e goleou os cruzmaltinos. 4x1, com gols
de Liminha (2), Aquiles e Valdemar Fiume.

Foram para a melhor de três.

E como final contra o Corinthians é sinônimo de taça para o
Palmeiras, nem precisou a terceira partida.

Com Jair jogando tudo o que sabia, Liminha e Aquilles
fazendo gols decisivos o Palmeiras venceu as duas partidas.

Na primeira 3x2 com&amp;nbsp;Pacaembu lotado e na segundo com
mais público ainda, o Palmeiras fez 3x1, gol do Aquilles e dois do Jair Rosa
Pinto que após o terceiro gol aos 7 do segundo tempo passou a comandar o baile.

&amp;nbsp;Liminha, novo no clube, mas já possuindo a alma
palestrina fintava de todo jeito. A coisa foi tal que no finzinho do jogo os
dois mais educados e disciplinados jogadores em campo&amp;nbsp;foram expulsos: Luiz
Villa e Claudio.

Ninguém resistiu àquela tarde palmeirense.

Terceira coroa na cabeça, taça na sala de troféus, bicho
pago, volta olímpica, e a “paura” dos outros:

Em sete meses esse time já ganhou três taças onde é que eles
vão parar? 

A torcida aproveitando a música vencedora do carnaval
daquele ano, “é dos carecas que elas gostam mais" improvisou:

"Nós os palmeirenses
No futebol somos maiorais
Pois já temos três coroas 
E vamos ver se ainda 
Cabe mais, mais, mais”.

</description>
      <link>http://www.terceiraviaverdao.com.br/3vv/InformativoLista.aspx?p0=3&amp;p1=3357</link>
      <author>Blog 3VV</author>
      <category>MENINOS EU VI</category>
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