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Lista de Opinião do Criscio |
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29 de Agosto de 2010 |
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OPINIÃO DO CRISCIO: dívida e jogo de xadrez |
POR VICENTE CRISCIO
Palestrino amigo, o ano acabou. Exagero? Acompanhe comigo: sete de setembro taí, feriado ponte; em seguida eleições, feriado de 12 de outubro, finados, 2o turno, Natal.
Em paralelo o Brasileirão já foi. Esquece, perdemos. Se possível brigaremos pela Libertadores. E olhe lá!
Mas não perdemos na última derrota ou na sequência de empates do retorno de Felipão. Perdemos esse título antes, quando decidiu-se manter a filosofia da gestão do futebol lá atrás, em 2009.
Sabíamos que não tínhamos um elenco forte no final do ano passado. Mas negaram três vezes esse fato. E em 2010 esse elenco mudou quase inteiramente - entre os titulares de 2009 temos apenas Marcos, Danilo e M. Ramos no time, e Pierre, mal, na reserva. Ah sim, parece que mantemos Lenny, ou não. Não importa, não faz diferença. O fato é que com o time sendo montado durante o ano não tem como ser campeão em pontos corridos. A esperança é a Sul-Americana. Vamos torcer.
Nesse ínterim que escrevo recebo uma dica: leia a coluna de Paulo Vinícius Coelho na Folha de hoje. Alguns fatos, relendo e pensando em retrospectiva, nos dá medo quanto ao futuro. Apesar de não haver qualquer novidade.
PVC começa falando sobre o porque de estarmos no atual momento: diz ele.
"O elenco frágil, a diretoria cansada, a oposição burra. O clube abriu mão de 18 jogadores que começaram o ano no Parque Antarctica. Há casos como Diego Souza e Cleiton Xavier, que rechearam os cofres, outros como Paulo Henrique, Bruno Paulo e Ivo, que chegaram em abril e não emplacaram agosto. Seria motivo justo para cravar um candidato da oposição em janeiro, se os opositores fossem um pouco mais nobres."
Vocês lembram no início do ano quando a atual diretoria de futebol afirmava que o Palmeiras tinha um bom elenco e precisava de contratações cirúrgicas? Então gostaria que os amigos do 3VV explicassem para este pobre torcedor como se faz contratações cirúrgicas desmontando 18 jogadores? Estavam errados antes? Mas quem trouxe esses 18 jogadores que saíram? Erraram agora? Continuam errando?
Vamos em frente. PVC aponta outra questão: a dívida renegociada. Boa tacada de Belluzzo e sua diretoria financeira. Dívida que foi herdada em parte quando a oposição mandava. Mesma oposição que se recusou a aceitar a reestruturação. Mas - tem que ser dito - outra parte desta dívida foi gerada pela própria gestão Belluzzo, por conta de sua diretoria de futebol, com rescisões milionárias de treinadores e uma falta de critério assustadora para se contratar. Outro trecho da coluna de PVC:
"Uma boa decisão de Luiz Gonzaga Belluzzo na presidência foi renegociar a dívida bancária de R$ 53 milhões, ainda que um dos pais desse débito seja seu vice-presidente Gilberto Cipullo. Belluzzo financiou esse valor em cinco anos e, com isso, trocou parcelas mensais de R$ 2,6 milhão, entre juros e amortizações, por R$ 1,2 milhão. O saldo positivo de R$ 1,4 milhão oferece fôlego, mas a oposição enviou carta ao BMG, que financia a dívida, afirmando que não honrará o compromisso se vencer as eleições."
Como diria um ilustre palestrino: MEU DEUS! Impressionante como a oposição palmeirense consegue ser auto-destrutiva.
Mas igualmente fico impressionado como a "situação" demorou a perceber a perversidade desse modelo de gestão do futebol. Se é que percebeu...
***
E o futuro? Dependerá das eleições. Como vimos acima, não há perspectiva com a oposição. Se sua proposta for "dar um calote na dívida reestruturada" e "rever a Arena" então fiquem em casa. Não têm nada a agregar ao Palmeiras. O nome da vez nas alamedas é de "Pituca" (Tironinho), filho do ex-cacique palmeirense Arnaldo Tirone. Pituca é candidato de Mustafá desde que Belluzzo venceu as eleições em janeiro de 2009.
E na situação? O Vice-Presidente Salvador Hugo Palaia informa prá quem quiser ouvir que só não sairá candidato a Presidente se Belluzzo decidir a reeleição. Belluzzo afirma que não quer. Mas até pode mudar de ideia e sair candidato buscando "unir" a situação, um tanto dividida nessa altura do campeonato com tantas lambanças no futebol.
Ao mesmo tempo - dizem - Della Monica está se articulando com Mustafá Contursi. Se saírem juntos - incluindo Frizzo nesse grupo - podem ganhar. Lembrando que Belluzzo obteve pouco mais de 20 votos para vencer a eleição sobre Frizzo. Vindo de um ano com título Paulista, classificação prá Libertadores, partidários mobilizados.
Mas calma! Apesar de estarmos em agosto, no Palmeiras a campanha para Presidência é lançada entre o Natal e o Reveillon. Quem põe a cara prá bater antes disso apanha. Quem é lançado antes, é o chamado "boi de piranha".
Mas pegando a sutileza proposital (ou não) de PVC (num trecho disse "Seria motivo justo para cravar um candidato da oposição em janeiro, se os opositores fossem um pouco mais nobres."): e Paulo Nobre? Aguarda para ver como as peças no tabuleiro se posicionam. Mas nas listas da internet, nas casas palestrinas, nos bares verde-branco, o que se pergunta é o seguinte: não está na hora de uma terceira via?
Saudações Alviverdes!
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22 de Agosto de 2010 |
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OPINIÃO DO CRISCIO: agora vai? |
Estou na praia. E no sábado à noite fomos comer uma pizza na melhor pizzaria local (melhor porque também é a única, mas é muito boa).
Um dos presentes, me vendo com uma camisa alviverde - aquela de manga comprida, e malha "vintage" - gritou: "agora vai".
O amigo palestrino pensou que eu estava motivado com a vitória. Não me viu todas as outras vezes que compareci ao distinto restaurante com uma das "verdinhas", na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença. Sem problemas.
Mas óbvio que estou motivado. Era uma questão de tempo que o Palmeiras entrasse nos eixos. Já havia jogado bem contra o Corinthians, merecia ter vencido contra o Goiás e Botafogo, finalmente venceu contra o Atlético PR e a vassourada dada no Vitória na quinta-feira (que não levou perigo em momento algum a Marcos) comprovou que Felipão aprendeu com o pouco tempo de retorno ao Palmeiras.
Aprendeu que Pierre não pode ficar no time (não por enquanto). Viu Assunção dar uma assistência fabulosa a Tadeu e depois bater magistralmente a falta do gol número 3.
Aprendeu que Tinga é jovem e por isso precisa amadurecer, mas é um jogador imprescindível - pelo menos na falta de Lincoln e agora Valdívia. E percebeu que em matéria de laterais estamos muito longe do ideal. Então vai de Fabrício revezando com Rivaldo na esqueda.
No futebol ninguém garante que será campeão de algo. Mas começamos a ter garantias de que temos um time que vai disputar os torneios para ganhar. Pena que nosso time tenha sido formado em agosto de 2010 para disputar os campeonatos de 2010. Oito meses de atraso.
***
E como o mundo dá voltas! O Palmeiras atravessou o inferno de Dante no final de 2009, caminhou pelo purgatório no primeiro semestre de 2010 e agora tem tudo para ir para o paraíso. Mas precisa vencer a Sul Americana, único torneio com reais chances de vitória. O Brasileirão... bem o Brasileirão ainda dá. Mas precisará de muito mais desempenho que o Fluminense de Muricy Ramalho e o Corinthians. Além do Santos e Inter, que correm por fora.
Entretanto nesse período, apesar dos percalços do Avanti, o marketing palmeirense aumentou suas receitas de patrocínio. Trocou Samsung por Fiat e trouxe Unimed prá mesa. Participou da negociação de Felipão e Valdívia. E batalhou por dinheiro prá trazer Kléber.
Bem diferente do SPFC. O clube que se intitula como o "mais bem administrado do Brasil" inventou um treinador (Ricardo Gomes), demitiu comissão técnica, não gerou revelações de seu caríssimo centro de treinamento, saiu vendendo jogadores (Hernanes já foi e tentam se desfazer de outros) e agora parece que finalmente entrou no seu inferno astral.
Sem patrocínio na camisa, o Relatório Reservado dessa semana dizia que a diretoria tricolor aceitava negociar o "peito" por 20 milhões de reais. No início do ano diziam que não conversavam por menos de 30. E que já tinham duas empresas interessadas.
Parece que eram as mesmas que iam investir na reforma do Morumbi. Pelo menos em as supostas empresas têm alguma coisa em comum: a capacidade de aparecer e desaparecer.
Saudações Alviverdes!
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15 de Agosto de 2010 |
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OPINIÃO DO CRISCIO: torcer ou não torcer |
POR VICENTE CRISCIO
Entre apresentação de Valdívia, derrota pro Vitória, vitória contra o Atlético e Felipão mostrando porque é Felipão, o fato que também me chamou atenção essa semana - e também dos palmeirenses na fria numerada do Pacaembu - foi a pesquisa IBOPE sobre torcidas.
Infelizmente pro palmeirense a pesquisa não trouxe boas notícias. Não só nos consolidamos no quarto lugar - antes podíamos dizer que havia um certo empate técnico com o SPFC - mas também estamos envelhecendo. Pelo menos essa é a constatação da pesquisa. Veja os quadros abaixo. A fonte é o Lancenet.


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Como vemos acima a pesquisa aponta que nossa torcida tem 11,6 milhões de torcedores. Sempre questiono esse tipo de pesquisa porque ela é muito influenciada pelo momento, ao mesmo tempo que não avalia o grau de fanatismo do torcedor. Erich Beting fez excelente artigo sobre isso. Clique aqui e leia.
De qualquer forma, desvio padrão e de comportamento à parte, devemos sim analisar a pesquisa como uma referência. Se projetarmos um futuro sobre o padrão das pesquisas anteriores e principalmente nossa pouca representatividade frente os jovens (incrivelmente o time do Cruzeiro aparece na frente do Palmeiras entre os jovens de 10 a 18 anos).
***
Nas numeradas do Pacaembu um preocupado palestrino dizia: "precisamos ganhar títulos". É verdade. Mas não só títulos. Precisamos de ídolos. Precisamos de jovens que sejam admirados pela garotada e esta se deixe influenciar positivamente, e com isso ganharmos jovens torcedores. Além disso precisamos de ações de marketing que potencializem esses ídolos junto aos jovens, aproximando-os, humanizando-os destes pequenos futuros consumidores.
Por isso hoje minha opinião se encerra dando uma no cravo e outra na ferradura: acertamos fortemente em repatriar Valdívia e trazer Kléber. Os dois são ídolos da garotada, formadores de torcida, e bem trabalhados pelo marketing, e naturalmente com a ajuda de títulos, mudaremos a tendência.
Por outro lado erramos fortemente. Quando? quando permitirmos - por incapacidade financeira ou de gestão no futebol - que estes dois ídolos saíssem.
Podemos reverter esse quadro? claro! Mas dependemos de uma gestão orientada para o rejuvenescimento de nossa torcida. O trinômio "ídolo + títulos + marketing" será fundamental. O "empurrãozinho" do Presidente nesse sentido, mandando uma ordem inequívoca para que todos os departamentos trabalhem com essa preocupação em formar torcida também ajuda. Isso leva tempo, muito tempo para vermos na prática o resultado. Mas tem que aproveitar a onda do retorno do Gladiador e de El Mago e começar agora.
Saudações Alviverdes!
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08 de Agosto de 2010 |
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OPINIÃO DO CRISCIO: feliz dia dos pais |
POR VICENTE CRISCIO
A gente vai ficando velho e fica mais bôbo. Acho que isso explica algumas reações mais emotivas.
Por exemplo, algum tempo atrás o dia dos pais era algo para mim comercial, ou no limite, uma data como outras destas do calendário - dia das mães, dia dos namorados, essas coisas. Mas estranhamente, de uns tempos prá cá tendo a ficar mais "sensibilizado" (ok ok, sem piadinhas) com a data.
Digo isto porque ontem, ouvindo a Rádio Bandeirantes, peguei boa parte da entrevista que o Presidente Belluzzo deu à emissora. Como sempre Belluzzo muito articulado, deu um banho nos jornalistas falando sobre Ronaldinho (categoricamente: não vem!), e até sobre BNDES, economia brasileira, essas coisas. No final da entrevista ele comentou ao vivo o jogo Náutico e Sport. Até imagino ele assistindo em seu sofá de frente prá telona o jogo comentando no telefone ao vivo o passe do Ciro.
Chamou minha atenção a parte em que ele falava que nasceu em 29 de outubro de 42 (escorpião como eu), portanto algumas semanas após a efetiva mudança do nome Palestra Italia para Palmeiras e da tentativa de usurpação de nosso estádio. Ele dizia que lembrava-se do que o pai dele contava sobre isso, principalmente em dias de jogos contra o SPFC.
Também outra coincidência, tanto na casa dele quanto na minha e na de tantos outros pais palestrinos que eu conheço (se citar nomes aqui vou injustamente esquecer alguém; então sinta-se citado!). Dizia Belluzzo que tem dois filhos e a eles não foi dado o direito de escolher o time. Quem escolheu foi Luiz Gonzaga.
Tanto lá, quanto cá, como acolá.
São essas coisas que fazem boa parte dos palmeirenses admirar o professor, às vezes mais até do que os acertos e apesar dos erros que o Professor cometeu ao longo dessa espinhosa jornada como Presidente do Palmeiras. E ouso dizer aqui que se o conheço bem ele já reconheceu onde errou e espera o momento adequado para reordenar isso.
***
Mas cabe um alerta: apesar da sua palestrinidade, apesar de sua enorme boa vontade em fazer o certo, e independente dos erros inerentes a qualquer gestão, Belluzzo terá brevemente uma encruzilhada à sua frente: se adotar o caminho da reeleição, perderá e abrirá espaço para um candidato de Mustafá Contursi e/ou Affonso Della Monica. Imagino que a tentação para sair novamente candidato seja grande; da mesma forma imagino que muitos estejam incentivando isso. Mas aqueles que conhecem bem as alamedas do Palestra, e não apenas por "ouvi dizer de um amigo que é sócio e que é amigo de um conselheiro que conhece...", enfim, aqueles que conhecem bem o processo político sabem que a atual "situação", ou seja, as pessoas que elegeram Belluzzo está fragmentada. Por quê? Inabilidade na condução política de alguns; uma certa empáfia de alguns caciques que deixaram conselheiros influentes irados; e, claro, o excesso de besteiras do departamento de futebol.
Ou seja, o clima político da SEP é muito diferente do que era no segundo semestre de 2008, quando na reta final chamaram Belluzzo para ser candidato a Presidente e ele ganhou com pouco mais de 20 votos de vantagens.
A única saída para Belluzzo fazer seu sucessor é ele liderar esse processo e trazer um candidato alternativo, que seja aceito pelas diversas forças políticas que se fragmentaram nesses quase dois anos. Claro, e politicamente, elegantemente, e inteligentemente se afastar de quem puxa sua imagem e a imagem de sua gestão para o fundo do poço.
Já disseram na SEP que a política palmeirense tem fila. Mas talvez seja o momento de ousar e encontrar outro para furar a fila. Quem? Papo para outras colunas.
De qualquer forma deixe sua opinião. Concorda? Belluzzo perderia? ganharia? Claro, sempre lembrando que aqui é um espaço de opinião, só mais uma opinião de um pai-palmeirense. O que importa aqui é o debate saudável, a troca de ideias, a politização do palmeirense. E não apenas a concordância incondicional.
***
E finalmente: para os pais e filhos (não só palmeirenses, todos eles que leem o 3VV), lembrem-se: sempre há o que aprender e refletir na relação com seus pais. Mesmo quando eles já se foram. Então hoje e sempre vamos refletir e reviver as lembranças boas e aquelas não tão boas. E (re)aprender com elas. Esse legado é muito mais importante que eventual grana ou patrimônio deixado.
E já sabem: o melhor presente para o dia de hoje é saber que os "meninos" ou "meninas" reconhecem o esforço e mais ainda, que valorizam aquilo que o "papai" valoriza (educação, trabalho, valores pessoais). O resto é bônus.
Muito obrigado. Bacio nel cuore a tutti "Papà" ... Saudações Alviverdes! E hoje dá Verdão hein?
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01 de Agosto de 2010 |
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OPINIÃO DO CRISCIO: terá valido a pena se e somente se |
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POR VICENTE CRISCIO
Valdívia foi anunciado nesta semana no site oficial do Palmeiras. A torcida
ficou feliz. Eu fiquei feliz. Você ficou feliz.
Desnecessário dizer que Valdívia criou uma liga com o torcedor palmeirense e
sua camisa. Irreverente, craque, jogador que apanha e mesmo assim não se cansa
de correr. Saiu porque a proposta financeira ajudaria o clube a se recompor.
Também porque o treinador da época fritou o Mago. Com a conivência da Diretoria
de futebol.
E Valdívia voltou. Um grupo de torcedores apaixonados, palestrinos no nome e no
título de sócio que possuem foram os principais responsáveis pela vinda do
ídolo. A transação foi finalizada com a entrada de um conselheiro do Palmeiras
(da família Furlan, associada à marca Sadia) que colocou mais de dois milhões
de euros. E a SE Palmeiras completou o valor da transação.
O blog do Quesada afirma que a preocupação é sobre o
dinheiro, ainda não levantado. Não procede. O Presidente Belluzzo já explicou a
operação (ouça no Canal Multimídia do 3VV).
Internamente a operação vem sendo criticada pelos políticos
de plantão, inclusive pessoas da Diretoria de Futebol. Acreditam que Valdívia é
caro. Com esse dinheiro (cerca de 6,2 milhões de euros) poderiam trazer outros
jogadores “bons” (na verdade “bom” para quem já contratou Mozart, Capixaba,
Evandro significa medíocre ou mediano).
Valdívia não é caro! Caro é o Ewerthon. O atacante
palmeirense tem contrato de 3 anos e (dizem por aí) ganha R$ 300 mil entre
salários e direitos de imagem. Custará por baixa (deixe de lado os encargos
sociais) o equivalente a R$ 11 milhões durante a vigência de seu contrato, mais
o valor pago por 50% dos direitos federativos (algo em torno de 1,8 milhão de
euros).
Independente da qualidade do atacante, é incomparável que
Valdívia vale muito mais que Ewerthon. Valdívia forma torcida; tem carisma;
deve resolver o problema da meia esquerda (coisa que Ewerthon em relação ao
ataque está longe de fazê-lo).
E a questão
financeira? Efetivamente a transação de Valdívia não é barata. Belluzzo está
apostando todas as suas fichas neste semestre visando terminar seu mandato no
mínimo com uma base de jogadores que possam trazer títulos para o Palmeiras a
partir de 2011. E mesmo 2010 ainda não está perdido. Se ganhar a Sul-Americana
será a redenção. Se classificar para a Libertadores 2011 terá atingido um
resultado muito importante para a auto-estima palmeirense bem como para as
finanças do clube.
Se não conseguir nem uma coisa nem outra – bate na madeira –
iremos aprofundar os problemas financeiros para 2011.
Vale a aposta? Complicado dizer. Nesse momento não temos
mais o que fazer. Se não viessem Kléber, Valdívia e Felipão, com o elenco
formado ao longo do primeiro semestre, dificilmente chegaríamos numa
Libertadores.
Por outro lado com a vinda de Valdívia, juntando-se a
Scolari e o Gladiador, e desde que venha mais alguns reforços, podemos alcançar
alguns resultados no curto/médio prazo.
Mas somente teremos uma verdadeira transformação "se e
somente se" introduzirem a profissionalização do futebol. No pacote
Felipão-Kléber-Valdívia é mandatória a contratação de um Gerente/Diretor
remunerado que pense no planejamento de longo prazo, que fale pelo Palmeiras,
que bata na mesa contra arbitragens tendenciosas e manipulações de bastidores e
principalmente que seja um executivo independente e sem rabo preso com
empresários e com o passado.
Aí sim terá valido a pena todo esse esforço e toda essa
aposta.
Concordam?
Saudações Alviverdes!
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