|
|
|
|
|
Lista de Meninos eu vi |
|
04 de Fevereiro de 2010 |
|
Luiz Villa só debochou; e de pé |
|
POR JOTA CHRISTIANINI
Semana passada entrevistaram dois torcedores, veteranos do
DERBY, e lá veio a falácia:
-- Sabe o "Curintias"? Tinha um atacante baixinho,
Luisinho que sentou na bola diante do Luiz Villa.
Quem são estes personagens que os velhos lembram a cada clássico?
Luiz Trujillo, Luisinho um bom jogador de futebol, que
atuou no leal adversário, mas como parece ser sina de alguns dos ídolos de lá, tinha
fama caseira, restrita, municipal, talvez em alguns casos estadual.
Nada além disso.
Luiz Villa argentino jogou na seleção, veio em final de
carreira e brilhou no Palmeiras. Conquistou todas as 5 coroas culminando com
soberba atuação no Mundial de 51, também conhecida como Copa
Rio; caracterizava-se pelo cavalheirismo com que jogava embora atuasse
como médio à frente da zaga local que seria habitada, no futuro, por botinudos.
Ambos falecidos. Há muito tempo.
Para a TV Cultura Luisinho declarou:
-- Jamais cometeria essa maldade com Luiz Villa, ele era um
cavalheiro, eu o driblava, mas muitas vezes ele me tomava bola, sem pontapés,
sem deslealdade.
Essa era a verdade, mas a imprensa
mais corintiana à época que hoje, não perdoava, adicionava e
apimentava a lenda.
Eis que os dois times terminam empatados o Rio-SP de 51,
era sem dúvida a principal competição entre clubes na época em que não se
cogitava sobre campeonato brasileiro.-
Determinaram três partidas para apurar o campeão.
Melhor de três como se dizia.
Os corintianos já comemoravam,
-- Fácil demais, Luisinho vai comandar a vitória.
Nem precisava ter tido jogo, era só entregar a taça aos
mosqueteiros tal a certeza da vitória.
Veio o primeiro jogo, Luiz Villa mandou e desmandou, ninguém
viu Luisinho no campo. 3x2 para o Palmeiras.
"Pura sorte , diziam agora o Palmeiras perde os
outros dois jogos e a taça vai para o Parque São Jorge”.
Ledo engano.
No segundo jogo Luiz Villa foi soberbo, botou Luisinho
no bolso e sobrou bolso vazio para colocar mais uns 2 ou 3 atacante dos adversários.
Aos sete minutos do segundo tempo o Palmeiras,
com Jair fuzilando Cabeção já marcava o terceiro gol, Luisinho vendo a
nau à deriva tentou a reação; ciscou de uma lado, de outro e
Luiz Villa com implacável categoria tomou-lhe a bola e voltando-se, enfiou-a
pelo meio das pernas do corintiano.
Chegou a irritar o capitão Claudio do time adversário que,
normalmente comedido, perdeu a cabeça e falou mal do médio palmeirense.
O riso de deboche veio na medida certa, mas não
suficiente para impedir que saíssem mais cedo do jogo.
O placar de 3x1 era a prova evidente que não precisariam do
terceiro jogo.
Campeão o Palmeiras; taça na Rua Turiassu, acho que
nesse tempo a taça entrava pela Avenida Água Branca, atual Francisco
Matarazzo.
Dia seguinte o chargista do O Esporte, jornal do corintiano Lídio
Piccinini, que imaginava desenhar Luisinho sentado na bola foi obrigado a
desenhar a mesma bola com Luiz Villa , em pé, dominando-a, soberano.
|
|
|
» Escrito por
BLOG 3VV
|
Comentários (8)
|
|
Visualizar link
|
|
|
|
24 de Dezembro de 2009 |
|
Papai Noel veste verde |
POR JOTA CHRISTIANINI
Nos primórdios a bola rolava até no dia de Natal.
Já aconteceu de tudo no futebol desse dia, até um jogo em que o juiz era um tal João Carnaval.
Fora de época sem dúvida.
O ano de 1921 tinha tido um campeonato atípico; o árbitro do jogo Palestra vs. Internacional terminou o jogo dez minutos
antes do horário regulamentar. Simplesmente errou ao marcar o tempo e
nada o fez voltar atrás. Encerrou o jogo e foi embora.
A APEA - entidade que dirigia o futebol - julgou o
caso com duas possibilidades, jogar os minutos restantes ou anular o
jogo. Empatou e o presidente da entidade decidiu, soberano: danem-se
os prejudicados, vale o resultado, derrota palestrina para o lanterna,
mesmo sem terminar o jogo.
Na última rodada o Corinthians só precisava empatar com o Palestra. A tabela marcava a rodada final para o dia 25 de dezembro.
O Paulistano antecipou seu jogo contra o Sirio para o sábado, dia 24.
Um ponto atrás dos corintianos o time do Jardim
América, em seu estádio, venceu o Sirio na véspera de natal 3x2, e
subiu para o primeiro lugar.
Os dirigentes do Palestra solicitaram ao Corinthians a mesma coisa; que antecipassem a rodada.
O leal adversário não admitiu. Disse que jamais
abriria mão de proporcionar a seus torcedores um presente natalino tão
bom, o título de campeão.
A equipe do Palestra ja não tinha possibilidade do título.
Torcedores palestrinos, do paulistano,
interessados no resultado, alem dos corintianos; aqueles que desejavam
sair do estádio com o papai noel alvi negro.
Lotaram o estádio Palestra Itália, recém adquirido pelos palestrinos.
O Palestra foi para cima, honrou a camisa e enfiou 3x0, gols do Martinelli, Heitor e Imparato.
Naquele ano o papai noel vestiu verde.
Feliz Natal a todos os amigos.
|
|
|
» Escrito por
V Criscio
|
Comentários (4)
|
|
Visualizar link
|
|
|
|
17 de Dezembro de 2009 |
|
A história se repete como farsa |
|
POR JOTA CHRISTIANINI
A história só se repete como farsa.
Verdade! Vamos então conhecer a história, já que
a farsa todos conhecem e aconteceu em 2000 quando a FIFA organizou o
segundo mundial de clubes em sua história, curiosamente, ambos com
final no maracanã, e inexplicavelmente, ou "explicavelmente", o
cidadão que exercia a presidência do Palmeiras abriu mão de disputá-lo,
embora a vaga fosse de fato e de direito do Verdão.
Ano de 1948. O Chile, junto com a federação
sulamericana de futebol, resolveu fazer o primeiro campeonato de
clubes da América do Sul -- recentemente a Comenbol concedeu a este
campeonato a mesma importância da Libertadores.
Cada país mandou seu campeão, mas e o Brasil?
Aqui não havia campeonato nacional; o tamanho
continental do país e as dificuldades de locomoção, impossibilitavam
qualquer campeonato nessa dimensão.
Dois campeonatos destacavam-se; o paulista e o
carioca mais organizados, profissionais e com muito maior
repercussão que os demais.
Resolveram a questão; os campeões dos dois maiores
torneios disputariam uma séria de três partidas e o vencedor
representaria o Brasil. Até um troféu foi instituído, a Taça Mitto.
Na primeira partida realizada no Pacaembu o PALMEIRAS venceu 2x1 gols do Bóvio e do Lula.
Segundo jogo no Rio de Janeiro, São Januario, deu Vasco 3x1.
Foram para a terceira partida, fevereiro de 48
e o Palmeiras, contando com atuação extraordinária de Lima (que
marcou um dos gols e o outro foi de Arturzinho) venceu o "expresso da
vitória" cruzmaltina, 2x1.
Receberam a Taça, deram volta olímpica,
comemoraram o direito de representar o Brasil no Chile, enfrentar
River Plate, Colo Colo, Penarol etc. Tudo era festa!
Meses depois realizou-se tal torneio sulamericano e quem desembarcou em Santiago representando o Brasil?
O VASCO!
---
Crédito para a imagem: Fabio Marcello
|
|
|
» Escrito por
BLOG 3VV
|
Comentários (13)
|
|
Visualizar link
|
|
|
|
10 de Dezembro de 2009 |
|
Para ver se o tempo passa |
|
POR
JOTA CHRISTIANINI
Tá chegando o fim de ano. Espero
que chegue logo e assim como não tivemos 2009, quem sabe haja 2010.
Para chegar logo o fim do ano
vamos prosear e recordar.
O Palestra era nitidamente
preterido pela imprensa pelo incômodo que representavam aqueles italianinhos
infiltrando-se nos esportes, nas indústrias, na sociedade.
No primeiro quarto do
século, os jogadores do Palestra eram chamados na imprensa, pelo apelido
ou pelo primeiro nome, isso quando a escalação palestrina era escrita. Muitas
das vezes só o adversário tinha o nome e sobrenome dos seus jogadores
anunciados.
Como cita o professor Campos
Arruda no Livro IMIGRAÇÃO - O CASO PALESTRA ITALIA, em 1917
enfrentavam-se Palestra e Mackenzie.
O Palestra não teve seu time
anunciado e disputava a liderança do campeonato, enquanto o Mackenzie
teve o time todo escalado pelo jornal O Estado de S. Paulo, mesmo estando na
lanterna do certame.
Mais do que palavras
reproduzimos ipsis literis o mesmo
jornal , quando o Palestra enfiou 5x1 no Corinthians, na Fazendinha.
Lembramos que o leal adversário
costumava ser menosprezado também, mas nada se comparava aos italianinhos do
Palestra. Após uma goleada histórica leiam o comentário do jornal no
primeiro jogo do campeonato paulista de 1933
Publicada por OESP em 9/537.
Os acréscimos estão sublinhados e são meus.
---
Vencido pelo Palestra Itália por 5 a 1:
“Contudo, a acção da linha de
avantes salvou o
club do Parque São Jorge de um
fracasso maior.”
Ou seja, o time apanha de 5x1 e o seu ataque é elogiado.
“Notámos porém uma falha:
morosidade e insegurança nos momentos que requeriam acção rápida. Por isso,
pouca foram as vezes que o excelletente guardião do Palestra teve que intervir (...)”
“O seu êxito [ do Palestra ] se deve mais aos remates
freqüentes da linha de avantes (...)”
Ora bolas! O ataque é para chutar a gol, o
que esperavam dos atacantes? Que dançassem uma valsa?
“remates de acções individuais,
porque os ataques foram, em sua maioria, pessimamente finalizados, conseqüência,
aliás da ausência de uma efficaz actuação de conjunto.”
5x1 num Derby no campo adversário e o ataque não foi eficaz!
---
Percebe-se que o Palestra já era
preterido, teve que impor-se pela vontade de vencer e por ter vencido. Nada
mudou até os tempos atuais. Precisamos fazer muito mais que os outros e errar
muito menos.
Para desanuviar, mas ainda
dentro da forma de tratamento que se dá aos não escolhidos para serem
elogiados, lembro de um jogador que passou pelo Palmeiras em 1963, Paulo
Leão. No começo dos anos 60 jogava pelo Guarani, mas era severamente criticado
pelo jornalista campineiro Paulo Rosky, já falecido.
Um tarde Paulo Leão ficou no
banco e entrou no segundo tempo diante do Taubaté. Fez 5 gols em pouco
mais de 30 minutos. Toda torcida esperou comentário de Rosky e ele veio
na medida.
"Paulo Leão, fez cinco gols
e nada mais, nota 2."
Fechando, e com chave de ouro,
ouçam o comentário final de Armando Pamplona, como ele referia-se aos atacantes
num jogo internacional de 10 gols, logo após o jogo Paulistas 6 x
Bolonha 4, em 1929 (a marcação de 1934 no titulo da gravação esta errada).
Narração de Futebol pela PRA-E Educadora de Sao Paulo com Armando Pamplona - 1934
Jota Christianini
---
Imagem: Gol de Romeu nos 5x1 contra o Corinthians em 1933
|
|
|
» Escrito por
BLOG 3VV
|
Comentários (4)
|
|
Visualizar link
|
|
|
|
03 de Dezembro de 2009 |
|
La Prima Volta: Cinquina, a história das 5 coroas (parte 5) |
|

POR JOTA CHRISTIANINI
Conquistar quatro coroas já era muito bom, mas ai companheiros, apareceu a dama mais bonita do baile.
Trazida pela FIFA que mandou os árbitros, vistoriou os estádios, fez a tabela e mandou a Taça iniciou-se na metade de 1951 o PRIMEIRO MUNDIAL DE CLUBES em DISPUTA DA COPA RIO.
O Brasil foi representado por dois times, os campeões paulista - PALMEIRAS - e carioca - Vasco da Gama.
A chave do Palmeiras, disputada no Pacaembu foi tecnicamente melhor que a chave carioca. O Palmeiras atropelou os europeus, Estrela Vermelha e Olimpique, campeões em seus países e já classificado para a fase final comemorou com o também classificado Juventus, após uma suculenta macarronada, em jogo que prevaleceu a melhor disposição dos italianos.
Fase final e o Verdão teria que enfrentar o Vasco, o Expresso da Vitória que contava com oito jogadores que haviam disputado o mundial de seleções no ano anterior com camisa brasileira.
A disputa entre os dois era mais antiga. Dois anos antes houvera um tira teima para definir quem representaria o Brasil no sul-americano de clubes em Santiago. Jogaram três partidas o Palmeiras venceu duas e quem viajou foi o Vasco. Nota-se que esta história do Vasco tomar o lugar do Palmeiras não seria a única, mas enfim.
Foram dois jogos sensacionais, curiosamente ambos no Maracanã,
No primeiro estreando o goleiro Fábio o Palmeiras venceu 2x1 e n segundo com outra atuação magnífica de seu jovem goleiro o Palmeiras classificou-se as finais no empate de 0x0.
Contra quem seria decisão? Justamente contra Juventus de Turim que havia nos derrotado na última partida classificatória.
Foi uma batalha; 1x0 para o Palmeiras gol de Rodrigues. Faltava apenas um jogo, um empate e vingaríamos a derrota brasileira um ano antes naquele mesmo Maracanã para os uruguaios, na Copa do Mundo. E, mais importante, colocaríamos a 5ª coroa na cabeça do periquito, símbolo oficial do Palmeiras.
Rodrigues fez um dos gols, os italianos, marcaram dois, mas no fim do jogo Liminha driblou a defesa italiana, o goleiro italiano, driblou a trave, quem sabe algum fotógrafo próximo e entrou com bola e tudo nas redes da Juventus. 2x2!
Era o título, mundial era a quinta coroa.
Por isso amigos num tempo que quem conquista três títulos manda mudar distintivo, ai esta como foi que o Palmeiras tornou-se o campeão das 5 Coroas. E notem que título incontestado já que nenhuma das decisões permitiu uma única reclamação. Todas ganhas no campo e com arbitragem correta.
Assim sempre foi e será o PALMEIRAS.
|
|
|
» Escrito por
V Criscio
|
Comentários (5)
|
|
Visualizar link
|
|
|
|
|
|
|
|