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Lista de Meninos eu vi |
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26 de Agosto de 2010 |
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Ermelino, o palmeirense Matarazzo |
POR JOTA CHRISTIANINI
Faz muito tempo, tempo demais,
infelizmente! Afinal eu tinha só 12 anos.
Meu pai levou-me a uma festa no
Palestra.
Dia 1º de maio e 7 de Setembro o
Palmeiras abria suas portas. Era a chance dos italianinhos da Lapa
frequentar o clube.
Foi em setembro, aliás pensando
bem acho que eu tinha menos idade, talvez 7 ou 8, mas lembro. Assisti pela
primeira vez um jogo de bola ao cesto, ou cestobol, como diziam na época.
Algo "parecido"
com o atual basquetebol.
A quadra ficava onde hoje existe
o parque infantil.
Não teve futebol, mas foi uma
grande festa.
Às folhas tantas, pelo portão da
Turiassu, então um portãozinho que mal passava um carro, aliás passava,
raspando, entra um Cadillac conversível. Dele desce um sujeito alto, muito bem
vestido, usando sapatos sem meia, talvez a primeira vez que vi uma coisa
dessas, mesmo porque chamou atenção de todo mundo.
Todos estavam de paletó, era
quase obrigatório, ainda mais em dia de festa.
O jovem , sorrindo, saudou
a todos.
Meu pai orgulhoso por ter cumprimentado aquele
palmeirense ,disse em tom mais heróico que o 5º ato do Rigoletto (expressão
Rodrigueana, afinal o Rigoletto só tem 3 atos).
-- Meu filho! você viu? eu
cumprimentei um Matarazzo, e dos bons.
Naqueles tempos Matarazzo,
Rockfeller e Cadillac eram as três maiores expressões de riqueza e importância.
Tinha também uma bebida inacessível a todos nos da Lapa, chamada uísque, cuja
marca Cavalo Branco soava como o quarto mosqueteiro, daqueles três símbolos do
luxo.
Uma cena que marcava a
importância dos Matarazzo e de quem trabalhava nas Indústrias Reunidas
Francisco Matarazzo.
Rua Coriolano, Vila Roamna,
quase Lapa, jogávamos bola na rua, toda tarde, mal chegando da escola.
Eu, Marco Polo del Nero – esse
mesmo – e tantos outros italianinhos.
Quando passava um cidadão de
terno, gravata, chapéu, às vezes polaina, era comum uma vovó surgir na
janela e bradar, gesticulando como convém a uma nona legitima:
- Fermarsi, per
aspettare l'uomo a passare, non vede che lavora in Matarazzo non possono
scompigliare costume.
Não se podia imaginar que a
bola do jogo sujasse o terno de um funcionário da Matarazzo. Voltemos à festa no Palestra; Ermelino
Matarazzo, aquele que chegava, foi goleiro, diretor, presidente do conselho
e após um dos tantos recadastramentos dos sócios, ostentava a carteira número
1 de sócio do Palmeiras.
Contar a história do Palestra
sem falar da família Matarazzo é infame.
Desde antes da fundação a
presença da família, pelos próprios, e por outros, como o extraordinário Luigi
Cervo foi marcante.
O Conde, seu filho Chiquinho,
neto Ermelino – Eduardo, esse foi presidente do Palestra –
e outros tantos foram esteios da força que forjou o campeão do século.

Ermelino e o time do Amalia (percebam que no placar o time era identificado por matartazzo)
Falemos do Ermelino; bom moço,
adorava futebol desde garoto; levou a bola para suas indústrias. O melhor
time da Liga Industrial tinha que ser o Amalia (nome de uma das fábricas
e do time de futebol do grupo). Mandava buscar jogador em todas unidades
das indústrias, facilitava alguma coisa nos horários de trabalho, ou ainda
arrumava emprego para jogadores de times que pagavam pouco, mesmo na era do
profissionalismo.
Em todas posições jogava um
craque, menos no gol, que a camisa número um, essa era do
próprio Ermelino.
 Ermelino é dos 3 goleiros, o que esta no meio, o mais altoConcretizou um outro sonho,
jogou no Palmeiras nos juvenis e no amador.
Conquistou alguns títulos, como
o de campeão paulista de amadores de 1945; levava seus companheiros para o
gramado da Mansão dos Matarazzo na Avenida Paulista, para treiná-lo.
No dizer de um dos companheiros
da época "não era um bom goleiro, só razoável, mas a humildade, de sendo
um Matartazzo, a mais importante família do país, conviver com todos os outros
tratando-os de igual para igual, em tempos de pouco uso do politicamente
correto, compensava seu pouco talento".
Deixou de jogar, mas até a morte
continuou no Palmeiras; exerceu vários cargos.
Enfim um grande palmeirense de
uma grande família palmeirense.
***
Dedicatória em foto feita por Ermelino ao amigo Turcão
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19 de Agosto de 2010 |
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Chico, o Palestrino Anysio |
|
POR JOTA
CHRISTIANINI
Chico
Anysio está no hospital. Submeteu-se a uma cirurgia e quando se pensava
que teria alta, tem mais problemas. Todos torcemos pela recuperação e volta ao
cenário artístico.
Chico
já foi personagem de nossos causos, mas pelo inegável talento – dos humoristas
brasileiros, o melhor disparado – merece repeteco. Mais curiosidades da vida
deste cearense de Maranguape, palestrino por devoção e vontade.
Há
algum tempo foi ao programa do Jô e perguntado sobre o time de preferência
historiou seus pequenos amores por times cariocas – transitou por
quase todos – mas fez a ressalva do grande amor; Palmeiras! Aliás, disse
ser palestrino.
Lembrou
da célebre excursão que seu pai patrocinou em 1938 levando o Palestra
jogar no Ceará, viajando uma semana de navio.
Nessa excursão,
após vitórias fáceis do Palestra, o pai de Chico resolveu inovar para promover
o jogo final da viagem, invertendo os goleiros. Jurandir atuou pelo
time do Ceará, que mandou seu goleiro defender a meta Palestrina.
Aos 35 do segundo tempo, com o jogo ainda 0x0, tal o bombardeio dos Paulistas,
Jurandir foi substituído por exaustão.
Nos
minutos finais o Palestra ganhou o jogo, marcando 2 gols.
Há
várias histórias envolvendo Chico e seu amor palmeirense. Lembro das mais
instigantes.
Anos
cinquenta, a Rádio Nacional de S. Paulo – atual Rádio Globo – era uma das líderes
do segmento popular. Programas de auditório e humorísticos eram o forte
da emissora.
Naquele
sábado a alegria de todos foi substituída pela tristeza com a notícia da morte de
um operador de som da emissora. Sujeito muito querido de todos,
os radialistas reuniram-se e foram para o velório.
A
rádio cedeu dois veículos e lá foram: Moacir Franco, Chico Anysio, Manoel de Nóbrega,
Jorge de Souza, Gilberto Garcia, Rogério Cardoso e tantos outros.
Chegaram,
um pouco adiante da Freguesia do Ó e na casa humilde velavam o corpo do amigo,
ao lado dos vizinhos e familiares
Chico,
sentado ao lado de Moacir Franco, estranhava que um dos presentes ia ao quarto
e voltava cochichando alguma coisa para a viúva.
A
cena repetia-se e os radialistas imaginaram que algum problema ocorria.
Talvez
uma necessidade financeira para o enterro.
Ninguém
imaginava o que poderia ser.
Chico
deu a ideia: "sento ao lado da viúva e tento escutar "
Dito
e feito.
Sentou-se
ao lado da viúva e não demorou para que o parente que ia e vinha voltasse
e falando baixo avisasse.
-
Pepe empatou, mas o Chinesinho desempatou e o jogo acabou.
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V Criscio
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13 de Agosto de 2010 |
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Palmeirazzo |
|
POR JOTA CHRISTIANINI
Virou lenda,
é história, é mais do que tudo recorrente. Bastou falar em Copa do Mundo no
Brasil e temos dois assuntos: possibilidade de uso indevido do dinheiro público
e a lembrança da única vez que a copa foi aqui.
Do
primeiro assunto deixamos para outra ocasião embora inadmissível e
importante que se comente sempre para não cair na vala comum..
Do
segundo assunto falaremos aqui e agora.
O
Brasil jogando pelo empate perdeu para o time do Uruguai por 2x1
apesar de estar vencendo na na metade do segundo tempo.
Nada
de novo, toda hora se fala no Maracanazzo uruguaio. Eles, aliás, vivem disso há
60 anos. Pudera! Depois disso o mais perto que chegaram foi ser mandados para
casa pelo Brasil em 70 e este ano, nas semifinais da horrorosa Copa da África
do Sul.
Falemos
de 50, o Brasil, aliás os dirigentes cariocas com o time base
do Vasco da Gama, pensaram que ganhariam só entrando em campo. Não foi
assim, os sucessivos erros do sr. Flávio Costa, por sinal treinador do Vasco,
que tinha 8 convocados entre eles, Chico, mediano ponta
esquerda e cunhado do treinador.
Perdemos!
E a culpa foi descarregada no goleiro Barbosa e no Bigode que teria
levado um tapa - que ninguém viu - do botinudo Obdulio Varela, médio
uruguaio.
Pairava
sob os céus futebolísticos brasileiros a nuvem negra uruguaia. Eles foram transformados
em super homens. Ninguém imaginava numa revanche, ainda que indiretamente
através de clube e principalmente se o jogo fosse em canchas uruguaias.
Será?
A
data da final da Copa, 16 de julho de 50, ficou marcada como símbolo da
tragédia.
Menos
de um ano depois o Palmeiras, nosso grande Palmeiras, foi jogar no
Uruguai.
Contra
quem? Penarol que ostentava em suas fileiras nada menos que 8 jogadores que
meses antes haviam calado o Maracanã, quando no dizer de Nelson Rodrigues
ouviu-se o maior silêncio da história do futebol.
Bola
em jogo em Montevideu. Estádio Centenário.
Primeiro
tempo; Lima, o Garoto de Ouro mostra a que veio. 1x0. Eles empatam, Dema falha
e Schiaffino, o mesmo que ajudar a silenciar o Maracanà, empata.
Mas
tínhamos Jair Rosa Pinto, o Jajá da Barra Mansa, o Canhão, também
conhecido por causa das pernas finas e pé pequeno "Jair
Canelinha de Sabiá".
Mandou
a bomba, Roque Maspoli, goleiro do Penarol e da seleção, tá procurando a bola
até hoje.
2x1
e faltava muito tempo para acabar o jogo, mal iniciado o segundo tempo.
Nisso
Obdulio tentou mostrar a garra uruguaia, pensando que encontraria um
bando de frouxos deslumbrados.
Tomou
uma voadora do Salvador e ficou com o joelho parecendo bola de
basquetebol (acho que na época se dizia bola ao cesto). Voltou e avisou que
revidaria.
Tentou!
daí levou outra no outro joelho. Foi fazer número na ponta esquerda que ficava
perto do vestiário para onde escafedeu-se assim que o jogo acabou.
Os
jogos Braisl e Uruguai acabavam em batalhas campais, por isso, esse pequeno
incidente foi relevado pela imprensa que considerou o jogo normalíssimo e
cavalheiresco.
O
árbitro foi o paulista Caetano Bovino; bisavô do nosso amigo, associado do
Palmeiras, Beto Bovino
Acabou. Palmeiras
2, Penarol 1. Até hoje quando ouvem falar daquelas camisas verdes eles tremem.
Síndrome do Palmeirazzo.
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06 de Agosto de 2010 |
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Agora eu quebro aquele magrela |
|
POR JOTA CHRISTIANINI
O Esporte Espetacular da Globo mostrou a matéria em que seleção argentina, em peso, vestiu a camisa do Palmeiras para enfrentar a seleção paulista.
Na matéria vê-se o depoimento - infelizmente não identificado na tela - do Turcão, famoso zagueiro palmeirense dos anos 40; jogou ate a quarta coroa, início de 1951. Turcão como ele mesmo dizia não tinha muita classe, mas vigor e vontade.
A frase é dele.
"Eu jogava com vontade e o resto era problema do centroavante".
Já é nosso conhecido, há um causo-verdade publicado aqui no 3VV, quando em 1947 ele teria, ou não, ganhou uma geladeira ao fazer um gol contra no até então invicto Oberdan. A equipe argentina do River Plate no fim da década de 40 era conhecida como La Maquina; seu ataque era sensacional.  Quem viu, elogia até hoje: Mendez, Moreno, Pedernera, Labruna e Lostau. Esse Pedernera é considerado pelos veteranos argentinos como melhor que Maradona e Di Stefano.
Nessa noite em 1946 o River enfrentava o Palmeiras, aliás vitória espetacular do Verdão, 2x1. Aquela foi a única derrota do River naquela excursão pelas Américas.
Turcão passava maus bocados com Pedernera; o centroavante argentino driblava Turcão pela direita e pela esquerda;.Turcão descia a bota e não encontrava nada.
O camarada era bom demais, liso, como se dizia, escorregava até dos pontapés.
Segundo tempo do jogo Turcão sentiu-se aliviado. Viu que Pedernera ia sair.
Viu e avisou Zezé Procópio companheiro de defesa e capitão do time
- Caramba ! que bom ! Olha lá Zezé, vai sair o Pedernera e vai entrar um magrinho raquítico. Na primeira que esse magrinho aparecer aqui, quebro ele no meio.
Assim ele pensou que seria.
O molequinho, raquítico, magrinho, fininho, canela de sabiá, que estreava em jogos internacionais e entrou no lugar de Pedernera era apenas: Di Stefano.
Turcão, palmeirense dos bons (como todos), conta às gargalhadas que está correndo até hoje para ver se acerta o magrela.
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29 de Julho de 2010 |
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Topo o Mendonça |
|
POR JOTA CHRISTIANINI
Vendo essa
interminável discussão sobre as sedes para a Copa percebo a falta do grande
interlocutor, alguém que defina as coisas e que por natureza responda, sem
tergiversar e de forma definitiva, qualquer pergunta.
Lembro de um
cartola assim. João Mendonça Falcão; era o inexpressivo que eternizou-se
no cargo.
Cometia gafes,
mas era espontâneo. Virou personagem do Sergio de Andrade na famosa coluna Ora
Bolas! da Última Hora. Todo dia tinha uma do Mendonça. Começava assim: - Topo o
Mendonça; em seguida uma das inúmeras proezas do cartola.
Quem era o
João Mendonça Falcão?
Anos 50,
brigavam os cartolas; como não chegassem a acordo sobre quem dirigira a
Federação Paulista de Futebol resolveram escolher um cartola inexpressivo que
ficaria um ano a frente da entidade, tempo suficiente para escolherem um
presidente de verdade. Escolheram Mendonça Falcão. Erraram feio; o
folclórico presidente não só eternizou-se na federação como elegeu-se deputado
inúmeras vezes coincidentemente com votos em cidades cujos times logo
a seguir subiam para a primeira divisão.
Imagino, na
reunião do comitê de organização da próxima copa do mundo, o diálogo do
Mendonça Falcão que falava o idioma conhecido nos bairros antigos de Sampa, que
tratava todo mundo por Meu Anjo, com o Blatter que imagina falar
português. Pelo menos tenta.
- Mr. Falcáó
- Meu anjo! Aqui é Brasil meu anjo, não tem esse leguelé que sinhô tá
pensando. Nóis aqui sabe fazê as coisas, deixa com a gente!
- Mr. Falcáó
- e para de me chamar de Minister que não fumo essa marca. Olha aqui se você
quer fazer essa porra de copa aqui vou avisando. Se quisé eu mando
receber bem essa cambada, hotel cheio de mulher, bebida de graça e para
agradar a imprensa eu mando fazer esse troço de twitter, internet, telefone, TV,
o melhor que puder. Se não tem aqui pronto e do bom, eu compro dos
americanos, e trato bem essa turma. Eles é que vão falar bem de nóis lá fora;
fora que arranjo um acordo com uma churrascaria rodízio aqui na Brigadeiro
Luis Antonio. Essa turma vai comer até dizer chega!
Agora doutor
Brati... meu anjo!!!! negócio de jogo de bola, isso eu entendo. Dá
uns tapas nos estádio que é só para 3 ou 4 joguinhos em cada um e tudo bem.
- Mas Mr.
Falcáó
- Já encheu o
saco esse velhote me atrapalhar quando eu to falando.... Faz assim: manda
os ‘italiano' para o campo do Parmera que eles se entendem;
espanholada para a Bahia, e “os portuguêis” lá para o campo do
Vasco. A “Alemãonzada” a gente manda para o sul e o Brasil joga um jogo
lá no Rio e outro aqui, que não vou dar essa colher para o Ricardo
Teixeira.
- E
auanto a Argentina, Mr. Falcáó?
- Manda para
Cuibá, antecipa os jogos para fevereiro e joga ao meio dia.
- Mr. Falcáó e
a infra-éxschtrutura dos extádios?
- Isso não tem!
Aliás nem sei se vende; mas eu mando por uns 4 ou 5 chuveiros a mais
no Pacaembu, no Parque Antártica e para “os time” treinar eu mando cortar a grama
da Javari e de Comendador Souza, por conta da federação. Isso aqui, que é onde
eu mando. Nas “outras federação” que cada cartola cuide da sua.
E ja vou
avisando: se dos 23 do Brasil não tiver 12 de times paulistas não vai ninguém.
- Mas Mr.
Falcáó e os aereoportos; estão superlotados.
- Vem de
navio, porra! Eu alugo “uns ônibus” da Cometa e traz a turma toda no mesmo dia.
Não se preocupa Douto Brati! até os belgicanos já vieram jogar aqui, e saiu
tudo bem.
*** Créditos: entre João Havelange e José Ermírio de Moraes (crédito Sergio Barbalho); na foto abaixo com Pelé (crédito Milton Neves). 
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