O ex-conselheiro Vittorio Pescosolido enviou um texto para o 3VV protestando contra as práticas da atual oposição palmeirense, cujo fato mais recente foi a entrada na justiça CONTRA a SE Palmeiras por parte de um conselheiro vitalício, em relação ao projeto Arena palestra.
Segue abaixo o texto na sua íntegra.
*** Por Vittorio Alessandro Pescosolido
Há pouco mais de cinco anos, por bondade,
obra e graça dos deuses do Olimpo, findou o pior ciclo da história do
Palmeiras, representado por uma gestão tirana de conduta oposta, nada
condizente, com os princípios que deveriam ser adotados por aqueles que batem
no peito e dizem amar o Clube.
Findos
os longos anos marcados pelos desmandos do senhor das trevas, começou o árduo e
dolorido caminho do resgate da alma palestrina, tarefa planetária para poucas
pessoas que, de boa fé e mercê de muito trabalho, fincaram os alicerces para
construir o Palmeiras do terceiro milênio, cujo início quase coincidiu com o
segundo centenário da Instituição.
De
lá para cá assistimos a inúmeras demonstrações explícitas de acendrado desamor
às cores alviverdes, por partes de pseudo defensores da moral, da ética e dos
ativos da sociedade, os mesmos que propagam ter deixado o Palmeiras
endinheirado, hígido e com saúde financeira de vaca premiada! Acredite se quiser!
Quem não os conhece que os compre!
Estes
finórios partem do princípio empírico e tremendamente nocivo, de que o que é
bom para o Clube não serve para eles. Salta aos olhos, todavia, que tudo que os
favorece é extremamente danoso à Entidade.
Assim,
fatos que se tornaram conhecidos de todos, como a associação da SEP com a
Traffic e a WTorre, que encheriam de orgulho qualquer outra coletividade
esportiva, no Palmeiras, por causa dos interesses escusos de uma facção de sacripantas,
provocam análises distorcidas, mentirosas e distúrbios dispensáveis à boa paz
da Coletividade.
Para
quem imaginava que a oposição, após duras derrotas no CD, na Justiça Comum e
depois de protagonizar a sua patética retirada (fuga covarde – se preferirem)
do plenário, na última reunião do CD, saída comandada pelos seus líderes, com
ares de feitores de fazenda de gado, caísse em si e resolvesse não mais atrapalhar
o andamento de uma boa causa, enganou-se redonda e ruidosamente.
Não
foram capazes, só pelo prazer de contrariar, de recorrer a uma pitada de bom
senso comum para, no mínimo, respeitar as regras do jogo, que presumem seja
respeitada a vontade da maioria.
Pela
enésima vez, não quiseram abdicar da sua vocação para a intolerância; nem foram
sagazes até o ponto de contrariar a sua proverbial nudez de idéias; por isso, de
novo, tentam impedir que o projeto da Arena flua em paz.
Inopinadamente,
eis que um iminente conselheiro da SEP, importante frisar, numa atitude não
mais que feudatária, materializando o pensamento do seu guru, criou outro
obstáculo, representando contra o Palmeiras, junto à Promotoria do Meio
Ambiente de São Paulo.
O
quanto esta lastimável atitude haverá de impactar, negativamente, no cronograma
das obras, ainda não se sabe.
Gravíssimo,
todavia, é o fato de um conselheiro afrontar as decisões do CD, num foro
inusual, embora não se deva, à luz do direito, negar esta faculdade ao autor da
triste façanha.
Por
todo o exposto conclui-se que o requerente nada mais é do que um passavante,
afirmação que faço sem medo de incorrer num paralelo descabido; o líder da
vanguarda do atraso simplesmente mandou e o fiel janízaro obedeceu!
Ambos
não se deram ao trabalho de, ao menos, usar uma linguagem cifrada; aplicaram um
golpe (no máximo um “yuko”, nunca um “ippon”) no Palmeiras à luz do dia mesmo!
Mas,
como a vida continua, não podemos ficar de costas para a verdade; ordens e normas
de comportamento de longa data existem e existirão no CD da SEP, embora os cardeais,
no caso os da oposição, sempre atentos aos interesses em jogo, não disfarçam os
seus truques, nem escondem os seus subterfúgios, usando os vassalos para
inverter os fatos e sem rebuços, nem pudores, colocam a cereja da desfaçatez no
bolo da impostura.
Lamentável
e coincidentemente são os mesmos fiadores de gestões em tudo suspeitas e
condenáveis, que se insurgem ao serem chamados, de maneira genérica, de
“oposicionistas”, mas que se omitem e silenciam perante crimes lesa-Palmeiras,
como os que assistimos todos dirigidos para sabotar o projeto da nova Arena do
Clube.
Convivemos
com pessoas que perderam o norte e, ignorando os limites da decência, não se
apercebem de que causaram, em poucos anos, maiores estragos à Entidade do que
os prejuízos a nós impostos, ao longo de um século, por gambás, bambis, peixes,
leões, raposas e urubus.
Depreende-se,
facilmente, que a oposição, a começar pelos seus condutores, está unida em
torno do compromisso que cultivam e rezam pela cartilha do que quanto pior para
o Palmeiras, melhor para eles!!
Antes
de prosseguir, torna-se mister esclarecer alguns pontos vitais para o bom
entendimento deste texto, até porque, não faltarão reações catilinárias, quando
não hidrófobas, às opiniões aqui registradas, pelos que haverão de distorcer os
fatos, contando com a complacência das brumas do tempo.
Afirmo,
inicialmente, que as primeiras luzes lançadas sobre uma eventual mudança do
estádio da SEP surgiram em 1992, sob a gestão do Sr. Carlos Facchina Nunes, a
quem rendo as minhas sinceras homenagens de estilo.
Isto
posto, por mais de uma década o seu sucessor usou e manipulou esta idéia, como
bandeira política e item, assíduo, do seu programa de governo(?!?), em todas as
vezes que se avizinhava uma eleição presidencial. A única verdade que restou daquela
empulhação é que, ao cabo da interminável noite de espantos, o projeto
continuou onde estava: no papel!
Em
segundo lugar: o contrato com a Construtora WTorre foi legal e legitimamente
assinado pelo Sr. Affonso Della Monica Neto, apesar dos esforços contrários,
ainda em curso, de uns poucos despeitados e inconformados, só Deus sabe o
porquê, com a possibilidade, cada vez mais próxima de termos a nossa Arena, num
futuro não tão distante.
A
ele, Affonso, todos nós lhe somos devedores de um grande apreço.
Como
se vê por longos 18 anos a Arena nunca esteve, por vontade do Palmeiras, na
rota do Mundial 2014 e, quanto menos nós (os palmeirenses), falarmos a este
respeito, mais os que cuidam de fazer a Copa no Brasil, haverão de se render ao
fato de que Piritubões e Morumbis não dão futuro para seu ninguém!
Um
bom exemplo para ilustrar o parágrafo anterior nos é dado pela postura milenar
da Igreja Católica: jamais, em momento algum, alardeou um milagre; os outros é
que disseminaram tais crenças.
O
novo factóide corneteado por insigne membro da oposição é pura quimera: o imaginário
dinheiro do BNDES não substituirá o investimento da WTorre. Ninguém, em sã
consciência cogitou, nem considerou tal bobagem.
Terceiro:
a insidiosa campanha no sentido de tentar desqualificar o histórico pessoal do
Professor Belluzzo, além de manipular fatos, situações e números para denegrir
a sua gestão, nada mais são do que infrutíferas tentativas, que se somam ao
repertório infindável de sandices, dos que tentam vender gato por lebre. Não
podem ser levados a sério.
Um
ótimo remédio para aplacar a cólera desta gente, perdedores contumazes, é tomar
um cálice de vitríolo, todo dia, ao raiar do Sol. Rapidinho, cuidarão de coisas
mais urgentes do que espicaçar a vida de pessoas sérias, trabalhadoras e, acima
de tudo, bem intencionadas.
Quarto:
pensar, usar o intelecto é uma iniciativa raríssima, tanto por parte dos
chefetes como dos cortesãos que militam nas hostes contrárias; até parece
implicância, mas é inegável que todos eles têm a única e incrível capacidade de
se espantarem com qualquer coisa que lhes pareça diferente do que conhecem e
professam.
Como
se não bastasse, apóiam veladamente e insuflam abertamente um site que criou
triste fama por repercutir, quando não copiar, matérias pretensamente
jornalísticas, de autoria de notórios anti-palmeirenses. Não se deram conta,
ainda, de que tal sítio alberga, unicamente, o mais fétido lixo impresso, que provém
de jornais e de outros sites absolutamente tendenciosos.
Seus
mentores, não mais que anões intelectuais, se superaram no fanatismo e reproduziram,
in totum, a representação de um conselheiro vitalício, da SEP, repito: da
Sociedade Esportiva Palmeiras, contra a Instituição, junto à Promotoria do Meio
Ambiente.
Esta
prática maliciosa, malandra e asquerosa de querer auferir vantagens políticas e
pessoais, sabotando os interesses da Entidade, não passa de uma excrescência
ética e moral.
Quinto
e último: é notório que o Palmeiras ostenta o indiscutido título de “Campeão do
Século XX”. Na contramão desta façanha estamos disparados na liderança e com
enormes chances de abiscoitar, desde já, o inusitado galardão da “Melhor
Oposição do Século XXI”. Não é leviandade de quem escreve, menos ainda
bizarrice de algum visionário. É a opinião, generalizada, que grassa entre
corinthianos, são-paulinos, vascaínos, flamenguistas, atleticanos, colorados,
gremistas, cruzeirenses e santistas.
Ocorre
que os danos que todos estes adversários, juntos, causaram ao Palmeiras, ao longo
da sua gloriosa existência (quase centenária) são infinitamente menores do que
o prejuízo acarretado ao Clube, pela oposição, em tempo infinitamente menor.
Cada
vez que o Caderno de Esportes da Folha de São Paulo ou o jornal Lance publicam
declarações destes sarabatanas, nas hostes inimigas sobrevém uma explosão de
júbilo, acompanhada por espasmos orgásticos dos nossos rivais, que tiram
proveito, graciosamente, das tolices contaminadas pelo sectarismo ultrapassado
de figuras que não passam de adornos jurássicos, a ornamentar a paisagem
ecológica da querida Sociedade Esportiva Palmeiras.
Vittorio Alessandro Pescosolido.
Advogado - OAB/SP: 35.162
Sócio Benemérito da Sociedade Esportiva
Palmeiras.