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Lista de Olho no Apito
 
02 de Fevereiro de 2010
Análise da Arbitragem R5 Campeonato Paulista: dê uma nota ao árbitro

POR DANILO CERSOSIMO

Após um período de 7 jogos sem derrota para o rival o Palmeiras viu o tabu ser quebrado no último domingo, sem que a arbitragem tenha influenciado no placar. Perdemos pelas nossas ineficiências.

A falta que originou o gol do adversário existiu e poderia ter sido evitada se Armero não fosse tão descuidado (esse vício de faltas desnecessárias na lateral da área já nos custou inúmeros gols).

No minuto seguinte ao gol, o árbitro Wilson Luiz Seneme expulsou corretamente e com muita coragem, o lateral-esquerdo Roberto Carlos, por entrada violentíssima em João Artur. Notem que a banda corinthiana da imprensa achou a entrada “normal, coisa de jogo” ou “nem acertou a bola”. Dizem isso ou porque não conhecem a regra do jogo ou porque não conseguem disfarçar sua preferência clubística. A regra orienta os árbitros a aplicarem cartão vermelho direto em entradas violentas, como os “carrinhos” e as “tesouras”. Se o atacante do Palmeiras estivesse com os pés mais presos ao chão teria provavelmente se machucado seriamente.

Após a expulsão do jogador adversário, era esperado que o árbitro compensasse aplicando cartão vermelho a algum jogador do Palmeiras – o candidato era Armero, por já ter um cartão amarelo. Perto dos 30 minutos o nosso lateral desarmou um oponente na bola, mas este de maneira teatral se atirou ao chão como se houvesse sido seriamente atingido. O árbitro não caiu na dele, mas Muricy, prevendo o pior, decidiu sacar o colombiano imediatamente.

Os auxiliares foram bem e acertaram nos lances de impedimento, especialmente no gol anulado de Daniel Lovinho – havia apenas um jogador adversário atrás da linha da bola, quando deveria haver dois, para que o lance fosse legal (viu PC Oliveira, aprendeu?).

Alguns palmeirenses ainda reclamam um pênalti em Claiton Xavier, numa bola alçada na área corintiana – penso que o árbitro acertou; na minha visão não foi falta.

Ao final, nosso camisa 10 (que fora advertido injustamente com amarelo por uma suposta simulação de pênalti) foi expulso por reclamação, justa, diga-se de passagem, pela falta de critério do árbitro ao final do jogo em amarrar todos os lances, impedindo que o Palmeiras tentasse imprimir um abafa nos últimos 10 minutos. Na minha opinião, esse foi o lado mais negativo da arbitragem de Wilson Luiz Seneme, que pelo total da obra leva uma nota 7,0.

E você leitor do 3VV, o que achou da arbitragem de domingo? Dê uma nota ao árbitro nos nossos comentários. Elas serão apresentadas na média e armazenadas para futuras comparações.


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26 de Janeiro de 2010
Análise da Arbitragem Paulistão 2010: lambanças contra o Palmeiras

POR DANILO CERSOSIMO

Neste primeiro post de 2010 gostaria de desejar um feliz 2010 a todos os leitores e amigos do 3VV. É muito bom estar de volta.

Infelizmente, o ano mal começou e já temos polêmicas na arbitragem, especialmente nas atuações contra o Palmeiras.

Muito já se falou sobre a péssima atuação de Paulo César de Oliveira no jogo contra o Barueri, portanto não se faz necessário analisar os lances polêmicos daquela partida.

Fiquemos com o excelente levantamento feito pelo amigo Fernando Galluppo, publicado no ótimo “Palestrinos”, sobre as atuações do referido árbitro em partidas do Palestra. Como possivelmente a diretoria não tem esse tipo de informação estratégica internamente segue o link para que no futuro o trabalho seja preventivo e não reativo: http://palestrinos.sites.uol.com.br/Informativo_Palestrino_42.htm

O último jogo do Palmeiras apitado por PC Oliveira sob a tutela da FPF tinha sido a semi-final do Campeonato Paulista 2008 em que Adriano marcou um escandaloso gol de mão. Sob esse aspecto, o trabalho da diretoria foi bom, ao excluí-lo de jogos da FPF em 2009. No entanto, com o histórico do referido árbitro, não deveríamos vê-lo nunca mais em partidas do Palmeiras, especialmente após o deboche que foi o gol de mão de Adriano que poderia ter nos tirado da final do Paulistao. Que seu histórico sirva de subsídios para a diretoria afastá-lo permanentemente de nossos jogos.

Após o desastre contra o Grêmio Prudentino-Barueri o Coronel Marinho divulgou que o árbitro pegaria 5 jogos de suspensão e o bandeira Flavio Poletto pegaria 3. É pouco. Deveríamos exigir afastamento permanente dos jogos do Palmeiras. É o mínimo que se espera.

Já no domingo, contra o Ituano, o corporativismo da arbitragem deu as caras no Palestra. O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza expulsou injustamente o nosso zagueiro Gualberto, em lance totalmente normal. Atletas do Ituano fizeram muito pior, inclusive na quantidade de faltas cometidas e permaneceram em campo.

Além disso, o primeiro gol do adversário foi irregular, (veja imagem abaixo) dado que o jogador Alessandro estava impedido e participou do lance no gol de Juninho – ninguém reclamou e a imprensa, que fez um escarcéu quando do jogo contra o Mogi na primeira rodada, dessa vez, calou-se. Parece que a FPF puniu o árbitro nesta terça-feira, mas vamos aguardar para ver se esta informação se confirma.

De qualquer forma, olho aberto para a escala de árbitros e bandeiras para o Derby no domingo.

Saudações Alviverdes!

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08 de Dezembro de 2009
Análise da Arbitragem R38 Botafogo 2x1 Palmeiras - Um desabafo

Por Danilo Cersosimo 

Fica difícil falar de arbitragem com o abatimento e a melancolia que tomam conta de mim.

De que adianta falar se os cartões amarelos foram merecidos ou não, quando vemos um time sem a menor estrutura técnica, tática e emocional em campo? 

De que importa analisar os números da arbitragem, quando temos um futebol comandado por vícios tão gritantes e temperado por tanto banditismo?

Nas últimas semanas, desde o episódio “Simon”, o futebol vem perdendo a graça pra mim. Na verdade, o futebol já não é a mesma coisa pra mim desde que me tornei sócio do Palmeiras e comecei a participar, mesmo que modestamente, da vida política do clube. Há 10 anos me arrependo profundamente por ter deixado de ser um ingênuo torcedor de arquibancada... 

O desabafo aqui não é pelo time patético em campo – infelizmente (e é duro dizer isso) estou acostumado com as vergonhas dos últimos 10 anos. Sequer consigo ficar frustrado com o resultado – de novo, talvez por já estar vacinado contra essas coisas. 

A dor maior é por ver tudo o que eu apreciava, desmoronar aos poucos: um clube moribundo, recheado por gente medíocre da pior espécie, que joga num campeonato protagonizado por STJD, Simon, Gaciba, Wilson Mendonça e que tem uma torcida organizada que agora se acha no direito de agredir jogador. 

O pouco que restava do encanto que eu sempre nutri pelo futebol, praticamente acabou ontem, ao ver o espetáculo dantesco provocado por aqueles bandidos em Curitiba – incluindo aí os que parecem ser diretores do Coxa. E é por essas e outras, que presidente de clube não pode freqüentar quadra de torcida organizada, muito menos dividir o palanque com indivíduos que têm ficha corrida e histórico de agressões até contra funcionários do clube.

O futebol morre um pouco mais quando assiste a resultados comprados, tribunais manipuladores e torcedores violentos tomarem a cena. E ele morre ainda mais, quando as poucas pessoas de bem parecem se confundir ao dar guarida a este tipo de gente. 

O futebol definha, quando jogadores de futebol pagam pedágio para a organizada deixá-los em paz ou apoiá-los incessantemente. E ele definha ainda mais quando as poucas pessoas de bem prestigiam o carnaval organizado dessa gente que vive de viver do clube que nós mortais amamos (e pagamos caro para torcer por ele nas arquibancadas).

Desculpem o meu desabafo. Talvez um ano novo, com novas esperanças diminuam um pouco o meu amargor, que foi acentuado pelos nossos próprios erros e equívocos. Quero deixar claro que apesar de todos os trambiques ou esquemas que dominam nosso futebol, apesar de todos os erros de arbitragem contra nós, os maiores culpados pelo nosso vexame estão dentro do Palestra Italia – do Presidente ao ponta-esquerda. E quem fica com cara de bobo somos nós, torcedores.

Também quero deixar claro que esse desabafo não visa equiparar os atuais comandantes do Palmeiras àqueles que o dirigiram no passado e nos enfiaram nas trevas. Não tenho o menor apreço por 90% dos dirigentes e conselheiros do Palmeiras e espero sinceramente que o Belluzzo marque sua gestão pela construção da Arena Palestra (um marco para o renascimento) e pela viabilização de eleições diretas para presidente (não faz sentido alimentar um conselho parasitário).

Perdão por não ter falado da arbitragem desta última rodada do Brasileirão que consagrou o Flamengo hexa-campeão, mas frente a tanta coisa errada tanto no futebol brasileiro quanto no Palmeiras, isso me pareceu perder o sentido nesse momento.


    

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01 de Dezembro de 2009
Análise da Arbitragem R37 - Palmeiras 3x1 Atlético-MG

Por Danilo Cersosimo

Numa rodada eletrizante vimos grandes partidas e lindos gols, especialmente o de Diego Souza, mas infelizmente vimos também lances polêmicos e jogos idem.

Sandro Meira Ricci (DF) teve boa atuação na partida entre Palmeiras e Atlético no Palestra Italia. Pelo Palmeiras apenas Sandro Silva foi punido com cartão amarelo, o que não lhe impedirá de jogar a final contra o Botafogo no RJ.

Pelo Atlético 4 jogadores foram advertidos, sendo que Carlos Alberto foi expulso ao levar o segundo amarelo em entrada violenta e proposital em Wendell. Na minha opinião o palmeirense deveria ter  levado amarelo na jogada imediatamente anterior – possivelmente teria evitado o revide acintoso de Carlos Alberto e este não seria expulso. Não creio, no entanto, que isto tenha influenciado o placar.

Sandro Meira Ricci alternou atuações muito boas com desempenhos equivocados durante o campeonato. No jogo do Palestra, no último domingo, foi bem. Falaremos mais sobre os principais árbitros ao término do campeonato.

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Em Goiânia, numa excelente partida de futebol (sem ironias) vimos um Goiás jogando como time grande (poderiam ter ido muito mais longe!) e derrotando o favorito SPFC, por 4x2. Poderia ter sido 5x2 não fosse um pênalty escandaloso sofrido por Iarley não marcado por Heber Roberto Lopes (PR).

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Em Recife, na vitória que elevou o Inter ao 2º posto no campeonato, vimos o árbitro Paulo César de Oliveira atuar de maneira irregular mais uma vez – o 1º gol do Sport estava impedido e quando a partida já estava 1x0 para os pernambucanos o goleiro Lauro deveria ter sido expulso ao cometer pênalty no atacante que ia entrar com bola em tudo. O árbitro nada marcou...

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Já em Campinas... não vamos nem entrar no mérito sobre a postura do time do Corinthians – fosse o futebol brasileiro sério, o Barueri teria sido punido pelo que fez na véspera do jogo contra o SPFC, o STJD não julgaria pela cor das trancinhas e árbitros como Simon, Gaciba e Roman não apitariam.

Mas o Roman apitou e foi justamente em Campinas. Basicamente são três os lances mais polêmicos: o pênalty alegado por Ronaldo, não aconteceu. A expulsão de Chicão, é compreensível, pela maneira como o corinthiano vai na jogada, em que pese não ter acertado o adversário. Ressalte-se que o árbitro estava fora da jogada e foi comunicado pelo auxiliar. Já o pênalty que gerou o segundo gol do Flamengo, na minha visão, não aconteceu. Por mais que a imagem congelada mostre o defensor com os braços nas costas do flamenguista, não creio que isso tenha sido suficiente para derrubá-lo. O atacante, notando o contato, mergulha e cava o pênalty.

A arbitragem de Roman foi ruim como sempre. Se posiciona mal, inverte faltas, trava o jogo a todo instante. Porem, as reclamações de jogadores, treinador e diretoria do Corinthians servem apenas para tentar apagar a má impressão deixada pelos jogadores do Corinthians, que poderiam ter se esforçado bem mais e honrar uma camisa centenária.

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19 de Novembro de 2009
Análise da Arbitragem - Grêmio 2x0 Palmeiras
POR DANILO CERSOSIMO

Numa das partidas mais melancólicas da história do Palmeiras, vimos um amontoado de jogadores sem personalidade jogarem no lixo o título [para os que ainda acreditavam] e a vaga na Libertadores ao serem derrotados para um Grêmio pouco motivado, por 2x0.

Héber Roberto Lopes (PR) e seus auxiliares foram perfeitos em todos os lances.

Tecnicamente foram muito bem, acertarem todos os lances de impedimento.

O primeiro gol do Grêmio, foi legal. Eu não apitaria pé-alto do argentino.

Disciplinarmente, também foram muito bem. Inclusive na expulsão das duas antas, que atendem pelos nomes de Mauricio Santos e Obina. Além de atrapalharem demais o time, mancharam nossa imagem.

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Gilberto Cipullo acaba de informar que as duas amebas não vestem mais a camisa do Palmeiras – terão seus contratos rescindidos. Até que enfim uma bola dentro dessa diretoria de futebol, que andava desaparecida ultimamente...

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Eu só queria entender porque André Dias e Hugo, do SPFC não foram expulsos no último sábado, por cometerem o mesmíssimo ato de violência em campo.

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