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Lista de Olho no Apito
 
16 de Março de 2010
Paulistão 2010: análise da arbitragem na R14

POR DANILO CERSOSIMO

Simplesmente épica a vitória contra o Santos na Vila Belmiro. É esse o Palestra que queremos ver – honrando a camisa sempre, ganhando ou perdendo.

O árbitro Antonio Rogério Batista do Prado teve uma boa atuação de um modo geral e não interferiu no resultado da partida – apesar das reclamações infundadas do adversário.

Reclama-se um cartão para Pierre logo aos 30 segundos de jogo, em falta cometida sobre Marquinhos. Na minha visão foi uma falta normal, um pouco mais dura, talvez, mas que não justifica uma punição com cartão. O pessoal que faz esse tipo de reclamação não assiste Libertadores ou Campeonatos Europeus, onde o contato físico faz parte do jogo e somente faltas muito fortes são punidas com cartões.

O adversário também argumenta que o árbitro teria sido condescendente com os jogadores do Palmeiras – oras, como assim “condescendente”, se Edinho, Leo, Diego Souza, Marcos e Eduardo foram punidos com cartões amarelos? Lembrando que a nossa defesa tinha sido amarelada antes dos 20 minutos de jogo?

Questiona-se também um eventual pênalti de Pierre em lance que ele tenta desviar um cruzamento com o pé mas abre demais o braço. Eu não teria dado, pois entendo que o movimento natural do corpo ocasionou o toque do braço na bola. Os comentaristas de “câmera lenta”, especialmente os que agora fazem questão de exaltar o bom caráter do “craque Neto”, teriam apitado penalidade...

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A expulsão de Neymar foi corretíssima – além disso, ele e os demais jogadores do Santos ofenderam o árbitro acintosamente após a punição. E aí, o STJD vai agir nesse caso ou só os jogadores do Palmeiras são levados a tribunais?

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Achei a expulsão do Léo correta, dado que ele já tinha um amarelo – além disso, a arbitragem geralmente “compensa” em jogos como os de domingo.

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Madson imitou o porco e se deu mal. Deveria aprender que isso não se faz. Pergunte para o Viola.

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Flávio Prado chamou o Palmeiras de Naviraiense numa tentativa barata e desesperada de causar polêmica e atrair audiência. Trata-se de uma cópia bem fajuta do Milton Neves, com a diferença que este último sabe criar polêmica e fazer merchan, algo que o Naviraiense dos comentaristas também não sabe fazer. Quanta decadência...

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09 de Março de 2010
Paulistão 2010: análise da arbitragem na R13
POR DANILO CERSOSIMO

Foi no sufoco, mas o Palmeiras venceu o lanterna Sertãozinho nesta segunda-feira, em jogo adiado do sábado, por conta das fortes chuvas que caiam em São Paulo.

Tal adiamento trouxe certa polêmica, pois parte de imprensa – e infelizmente até parte da torcida do Palmeiras – jogou no ar que a diretoria estaria fugindo de seus torcedores. Oras, pelas regras o clube tem o direito de solicitar o adiamento da partida em casos como os de sábado, que chovia ininterruptamente desde as primeiras horas da madrugada e deixava o gramado sem condições de jogo até aquele momento.

Vale lembrar que o adiamento de uma partida pode ser feito até 4 horas antes do início da mesma, ou seja, o Palmeiras apenas fez valer um direito que o estatuto da FPF lhe garante. Por ironia, a chuva cessou no meio da tarde e o sol apareceu, mas era possível prever que o estado do gramado estaria em condições, quando a solicitação de adiamento foi feita às 11h?

Penso que o clube agiu corretamente e, deveria ter feito o mesmo nas partidas contra a Lusa e o Rio Claro – segundo os fisiologistas parte das contusões sofridas pelos jogadores tem relação com esses gramados pesados pela chuva, aliados a falta de preparo físico do início de temporada.

A diretoria do Palmeiras deve sempre agir pensando no bem do time, sem ferir regras ou trapacear seus adversários e foi o que ela fez. Lamentável ouvir dos próprios palmeirenses que o time estava “fugindo” ou “se escondendo”. Infelizmente isso causou transtornos aos que já haviam comprado ingresso ou se deslocado até a região do estádio.

Sempre reclamamos que nossos diretores não lutam por nossos direitos, penso eu que dessa vez agiram certo. O que pensa o leitor e comentarista do 3VV sobre esse fato?

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Quanto ao jogo em si, pouco a dizer no que tange a arbitragem. Apenas um lance polêmico, justamente o que deu o pênalti convertido em 2x1 para o Sertãozinho e que em minha opinião foi assinalado equivocadamente.

As imagens mostram Marcos de fato resvalando no atacante adversário, porém este já vem “mergulhando” antes do “toque”, tentando cavar a penalidade. O árbitro Raphael Claus não hesitou e deu a falta. Na Europa ou na América do Sul esse lance dificilmente seria pênalti. Na minha opinião o árbitro errou e por isso leva nota 5.

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Faltas e cartões

O Paulistão 2010, até a R13, teve atuação de 31 árbitros diferentes. Os que mais apitaram até aqui foram Marcelo Aparecido de Souza, Cleber Wellington Abade e Marcelo Rogério, todos com 6 partidas cada um. 

Usando o Footstats fizemos uma análise numérica para identificar se há alguma proporcionalidade entre o número de cartões atribuídos versus o número de faltas que um árbitro apita.

Se considerarmos que na média todos os jogos apresentam faltas leves e faltas mais duras, na mesma proporção, teoricamente os árbitros que mais apitam faltas deveriam atribuir mais cartões amarelos.

De maneira geral é isso que vemos. Mas há exceções. Vejam abaixo.

O gráfico cruza a média de cartões amarelos que cada árbitro atribuiu (eixo vertical) e a média de faltas que cada um apitou (eixo horizontal). Em tese a nuvem de balões deveria seguir uma diagonal do quadro inferior à esquerda ao quadro superior à direita. Ou seja, quem apitou menos faltas, deu menos cartões. Quem apitou mais faltas, deu mais cartões.

Os árbitros que fogem á regra são:

- José Henrique de Carvalho: apesar do árbitro estar muito próximo da média de faltas (36 de J. Henrique x 35 da média) de forma proporcional ele atribuiu mais cartões amarelos que os seus colegas (9 contra a média de 6). Pesa contra o árbitro o fato de ter apitado apenas duas partidas, onde uma delas, Santos 2x1 Corinthians, aplicou nada menos que 9 cartões ao time da Marginal sem Número;

- Milton Etsuo Ballerini: o árbitro apitou 4 jogos, de times do interior; Barueri (2x), Ponte Preta (2x), Monte Azul, Rio Branco, Rio Claro e Paulista. É um árbitro que está acima da média de faltas apitadas mas não é daqueles mais rigorosos com o cartão amarelo: 4 amarelos contra a média geral de 6.

O árbitro que mais apita falta é Eduardo Cesar Coronado Coelho, que marcou 95 faltas em duas partidas (média de 48). O que menos apita faltas é Raphael Claus (que apitou Palmeiras 3x2 Sertãozinho) com apenas 28 faltas em média nas cinco partidas que participou e apenas 3 amarelos por partida.

Saudações Alviverdes!
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02 de Março de 2010
Paulistão 2010: análise da arbitragem na R11

POR DANILO CERSOSIMO

Difícil comentar a arbitragem da partida entre Rio Claro e Palmeiras, onde sofremos a primeira derrota sob o comando de Antonio Carlos Zago.

O gramado encharcado tornou o jogo pesado e entradas mais duras poderiam ter tido conseqüências mais graves – nesse sentido os próprios jogadores tentaram se controlar para evitar maiores estragos e colaborar com o árbitro Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, que fez boa arbitragem. Pela boa condução da partida leva uma nota 7,0.

Foram corretamente punidos com cartões amarelos os jogadores Diego Perini e Walker (Rio Claro) e Eduardo e Léo (Palmeiras).

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O gramado estava tão ruim que tecnicamente não deveria ter ocorrido a partida – mas no Brasil isso praticamente nunca ocorre; já vimos gramados em condições muito piores (no próprio Palestra, por exemplo) receberem partidas que deveriam ser postergadas. Um calendário ruim e interesses comerciais das televisões impedem que se privilegie apenas a técnica do jogo.

De qualquer modo o gramado ruim não pode servir de desculpa para a limitação técnica do time e do elenco e especialmente para a falta de inteligência desses jogadores que insistiram em tocar a bola num campo encharcado – justo eles que até a semana passada eram criticados por fazerem tantos chuveirinhos... vai entender!

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Na Vila Belmiro vimos o Santos disparar na classificação – fosse este um campeonato de pontos corridos e já teríamos o campeão.

O árbitro José Henrique de Carvalho teve trabalho, mas na minha visão não influenciou no resultado da partida.

Seu único erro, na minha visão, foi ter dado o cartão amarelo para Roberto Carlos no lance do pênalti, apitado corretamente, diga-se de passagem. O cartão amarelo que culminou em sua expulsão foi aplicado corretamente, dado que o lateral tentou simular um pênalti. Ressalte-se ainda que Roberto Carlos deveria ter sido expulso também na partida contra o Racing uruguaio pela Libertadores.

A expulsão de Moacir foi corretíssima – carrinho de frente que poderia ter machucado o adversário gravemente.

Ressalte-se que o time corintiano pressionou o árbitro o jogo inteiro, porque eles agora pensam que “espírito de Libertadores” é fazer rodinha em torno do juiz. Foi irritante esse comportamento. Mano Menezes, a quem a imprensa sempre pega leve, também reclamou o tempo inteiro – fez inclusive um gestual de que seu time estaria sendo “roubado”. O STJD vai deixar passar impune?

 

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23 de Fevereiro de 2010
Paulistão 2010: análise da arbitragem Palmeiras 2x0 SPFC

POR DANILO CERSOSIMO

Na estreia de Antonio Carlos Zago o Palmeiras venceu o SPFC por 2x0 e se recuperou no Campeonato Paulista – uma boa seqüência de vitórias pode colocar o time no G4, já que estamos somente a 2 pontos do 4º colocado.

A arbitragem de Rodrigo Cintra foi boa, apesar das reclamações do adversário, que nunca perde porque o adversário foi melhor.

Logo a 1 minuto de jogo Diego Souza finaliza pro gol jogada corretamente invalidada por impedimento. Ainda no 1º tempo o zagueiro Xandão fez falta no próprio Diego, que arrancava em direção ao gol, e foi punido com cartão amarelo de forma justa.

Na 2ª etapa, logo aos 6 minutos de jogo o mesmo Xandão puxa a camisa do lateral-esquerdo Eduardo, cometendo falta que parou um contra-ataque do Palmeiras. O árbitro o pune com o segundo cartão amarelo e assim o zagueiro adversário é expulso. O lance causou polêmica, por ser bastante interpretativo. Pela velocidade do lance, no calor do jogo, pode-se aceitar qualquer decisão tomada pelo árbitro. Eu teria dado o 2º amarelo ao jogador sãopaulino, pois entendo que ele visou apenas cometer a falta, ainda que esta não tenha sido violenta.

Logo em seguida, Robert escora de cabeça e marca o primeiro gol do Palmeiras na partida. Rogério Ceni, imediatamente gesticula para a arbitragem sugerindo que o gol fora marcado com a mão. Apenas ele e o “craque Neto” tiveram essa opinião. A bola é cabeceada e de fato resvala no ombro de Robert, mas nada que configure um ato ilícito, que tente ludibriar a arbitragem. Talvez o “craque Neto” esteja querendo dar uma força pro Rogério, seu chapa; ou talvez esteja querendo puxar o saco do patrão para salvar o emprego no programa que sofre com a audiência na hora do almoço...

O adversário ainda reclama um possível pênaltI em Marcelinho – eu não daria, achei que o atacante deles se jogou tentando cavar. Os palestrinos reclamam um pênaltI em Robert, numa disputa de bola com Renato Silva – que eu também não daria, pois entendi que ambos vinham se puxando desde o início do lance fora da área.

Pierre ainda levou o 3º amarelo e está fora do jogo contra o Rio Claro – terá um merecido descanso.

No geral achei a arbitragem boa, os auxiliares estavam atentos aos lances de impedimento e o árbitro dessa vez não inventou, apesar da habitual travada no jogo  com faltinhas no meio campo. Nota 7 pra ele.

Por fim, fica meu registro de boas vindas ao novo e jovem treinador Antonio Carlos Zago – creio que tem tudo para dar certo no Verdão, se lhe derem condições de trabalho e tempo.

Gostaria também de lamentar a maneira como Muricy foi demitido – ele parecia ser um sujeito bastante honesto e acredito que a forma como o trataram profissionalmente não foi legal. Acredito que no longo prazo seu método de trabalho, visando a valorização do patrimônio do clube nos traria grandes benefícios. Desejo sorte ao treinador em sua nova empreitada.

 

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16 de Fevereiro de 2010
Paulistão 2010: análise da arbitragem na R08
POR DANILO CERSOSIMO

No último sábado o Palmeiras foi a Ribeirão Preto e conquistou um empate contra o time da casa. A arbitragem foi de Wilson Luis Seneme, auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho e Herman Brunel Vani. O trio talvez já estivesse com a cabeça no carnaval, por isso comportou-se de maneira dispersa e confusa – vários foram os lances de inversões de faltas e impedimentos que deveriam ter sido assinalados.

Além disso, um jogador adversário voltou a campo após atendimento médico sem autorização, interceptando uma jogada do Palmeiras e o árbitro sequer percebeu tal equívoco – o jogador deveria ter sido advertido. Esse foi mais um dos lances onde ficou evidenciado que Seneme esteve sempre muito mal posicionado durante a partida.

Alguns colegas reclamam falta em Armero no lance do gol do Botafogo, falta esta que confesso não ter visto. O que os leitores pensam do lance?

De um modo geral, a arbitragem foi fraca, mas não influenciou no resultado. Minha nota para o árbitro é 5. E a sua?

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Neste feriado assisti apenas ao jogo do Palmeiras – não vi mais nada, sequer os chatíssimos desfiles com sambas-enredo sem pé nem cabeça. Porém, nosso amigo Jota nos alerta para uma entrevista com Carlos Eugenio Simon, o maior árbitro brasileiro de todos os tempos, segundo a CBF – que é a responsável por tê-lo enviado a três Copas do Mundo. Quem tiver estômago pode assistir a entrevista no link abaixo:

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Esporte_Espetacular/0,,MUL1490612-16321,00.html

Recomendo aos amigos que tomem um Plasil antes.

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Seguem abaixo alguns indicadores (fonte: Footstats) dos árbitros neste Paulistão.

Quem apita mais faltas?



A média de faltas é 35 por árbitro por partida; o árbitro que apitou menos faltas foi Marcelo Rogério (27 faltas por partida em 4 jogos apitados).


Quem aplica mais cartão amarelo?




Luiz Flávio de Oliveira nem aparece entre os que apitam mais faltas (sua média é de 33 faltas por partida; apitou 3 jogos). Mas é o que mais cartões amarelos aplica (em média 8 por partida).

O que menos aplicou amarelos até aqui foi Robério Pires, que em dois jogos deu 3 amarelos em cada um.


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