POR DANILO CERSOSIMO
Foi no sufoco, mas o Palmeiras venceu o lanterna Sertãozinho
nesta segunda-feira, em jogo adiado do sábado, por conta das fortes chuvas que
caiam em São Paulo.
Tal adiamento trouxe certa polêmica, pois parte de imprensa
– e infelizmente até parte da torcida do Palmeiras – jogou no ar que a
diretoria estaria fugindo de seus torcedores. Oras, pelas regras o clube tem o
direito de solicitar o adiamento da partida em casos como os de sábado, que
chovia ininterruptamente desde as primeiras horas da madrugada e deixava o
gramado sem condições de jogo até aquele momento.
Vale lembrar que o adiamento de uma partida pode ser feito
até 4 horas antes do início da mesma, ou seja, o Palmeiras apenas fez valer um
direito que o estatuto da FPF lhe garante. Por ironia, a chuva cessou no meio
da tarde e o sol apareceu, mas era possível prever que o estado do gramado
estaria em condições, quando a solicitação de adiamento foi feita às 11h?
Penso que o clube agiu corretamente e, deveria ter feito o
mesmo nas partidas contra a Lusa e o Rio Claro – segundo os fisiologistas parte
das contusões sofridas pelos jogadores tem relação com esses gramados pesados
pela chuva, aliados a falta de preparo físico do início de temporada.
A diretoria do Palmeiras deve sempre agir pensando no bem do
time, sem ferir regras ou trapacear seus adversários e foi o que ela fez.
Lamentável ouvir dos próprios palmeirenses que o time estava “fugindo” ou “se
escondendo”. Infelizmente isso causou transtornos aos que já haviam comprado
ingresso ou se deslocado até a região do estádio.
Sempre reclamamos que nossos diretores não lutam por nossos
direitos, penso eu que dessa vez agiram certo. O que pensa o leitor e
comentarista do 3VV sobre esse fato?
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Quanto ao jogo em si, pouco a dizer no que tange a
arbitragem. Apenas um lance polêmico, justamente o que deu o pênalti convertido
em 2x1 para o Sertãozinho e que em minha opinião foi assinalado
equivocadamente.
As imagens mostram Marcos de fato resvalando no atacante
adversário, porém este já vem “mergulhando” antes do “toque”, tentando cavar a
penalidade. O árbitro Raphael Claus não hesitou e deu a falta. Na Europa ou na
América do Sul esse lance dificilmente seria pênalti. Na minha opinião o
árbitro errou e por isso leva nota 5.
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Faltas e cartões
O Paulistão 2010, até a R13, teve atuação de 31 árbitros diferentes. Os
que mais apitaram até aqui foram Marcelo Aparecido de Souza, Cleber
Wellington Abade e Marcelo Rogério, todos com 6 partidas cada um.
Usando o Footstats fizemos uma análise numérica para identificar se há alguma proporcionalidade entre o número de cartões atribuídos versus o número de faltas que um árbitro apita.
Se considerarmos que na média todos os jogos apresentam faltas leves e faltas mais duras, na mesma proporção, teoricamente os árbitros que mais apitam faltas deveriam atribuir mais cartões amarelos.
De maneira geral é isso que vemos. Mas há exceções. Vejam abaixo.

O gráfico cruza a média de cartões amarelos que cada árbitro atribuiu (eixo vertical) e a média de faltas que cada um apitou (eixo horizontal). Em tese a nuvem de balões deveria seguir uma diagonal do quadro inferior à esquerda ao quadro superior à direita. Ou seja, quem apitou menos faltas, deu menos cartões. Quem apitou mais faltas, deu mais cartões.
Os árbitros que fogem á regra são:
- José Henrique de Carvalho: apesar do árbitro estar muito próximo da média de faltas (36 de J. Henrique x 35 da média) de forma proporcional ele atribuiu mais cartões amarelos que os seus colegas (9 contra a média de 6). Pesa contra o árbitro o fato de ter apitado apenas duas partidas, onde uma delas, Santos 2x1 Corinthians, aplicou nada menos que 9 cartões ao time da Marginal sem Número;
- Milton Etsuo Ballerini: o árbitro apitou 4 jogos, de times do interior; Barueri (2x), Ponte Preta (2x), Monte Azul, Rio Branco, Rio Claro e Paulista. É um árbitro que está acima da média de faltas apitadas mas não é daqueles mais rigorosos com o cartão amarelo: 4 amarelos contra a média geral de 6.
O árbitro que mais apita falta é Eduardo Cesar Coronado Coelho, que marcou 95 faltas em duas partidas (média de 48). O que menos apita faltas é Raphael Claus (que apitou Palmeiras 3x2 Sertãozinho) com apenas 28 faltas em média nas cinco partidas que participou e apenas 3 amarelos por partida.
Saudações Alviverdes!