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29 de Agosto de 2010 |
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Bagatelas 30/08/10: Assunção e outros |
Por Oberdan Fiume Marcos Assunção, brilhante, fez exatamente aquilo que esperamos que o Lincoln, quando conseguir voltar, faça. -x-x-x-x-
O futuro do Palmeiras conforme o andamento da política é sombrio no que tange a treinador. Palaia e Frizzo, se assumirem a presidência, têm o mesmo nome de treinador no bolso do colete para contratar: Emerson Leão. -x-x-x-x-
Essa do CADES querer saber até o impacto do barulho das buzinas dos carros dos torcedores que forem à Arena é sem dúvida a cereja do bolo da má vontade da Prefeitura em relação ao novo estádio do Palmeiras. -x-x-x-x-
Alguém do CONSEG Lapa protestou contra a construção da arena Palestra Italia. Ninguém entendeu porque, afinal de contas como diria o humorista: "quico" a Lapa tem com isso?
Esta semana a prefeitura anunciou a remoção de 15,7 milhões de reais da verba destinada à Lapa para o autódromo de Interlagos, de acordo com Sonia Racy, do Estadão. O cidadão do CONSEG calou-se. -x-x-x-x-
*Bagatelas é
uma coluna
semanal do 3VV. Do italiano "bagatella" (ninharia) a seção vai ao ar
toda segunda-feira para falar sobre as mesquinharias, as baixezas,
as coisas sem valor
do mundo do futebol. Sempre com uma pitada de veneno, e sem muito
compromisso com as fontes criteriosamente consultadas. Mas com um
enorme compromisso com aquilo que o torcedor pensa.
Os
personagens centrais são Oberdan Fiume, e Cáspite Rossi Cairo.
Crédito Juliana Fister Uol Fotos
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29 de Agosto de 2010 |
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Jogo rápido, papo sobre a Arena |
Alguns me perguntam qual minha opinião sobre dois fatos publicados entre a quinta e sexta-feira passada: o anúncio do estádio do Corinthians como potencial sede paulista para a Copa e as exigências do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES) para a Arena Palestra.
Por partes:
CADES: conversei com algumas pessoas neste fim de semana para entender o que está havendo. O CADES fez exigências consideradas absurdas por quem leu o documento. Foram 25 exigências. Uma delas reproduzo aqui:
20. Deverá ser indicado o número previsto para a realização de shows de música e demais eventos/ ano, com as respectivas previsões de lotação média e máxima de freqüentadores e períodos para a realização de tais eventos. Deverá ser indicada a previsão do máximo horário noturno para encerramento de tais eventos.
Dá prá estimar isso? Claro que sim. Mas requer tempo. Ao mesmo tempo a exatidão beira o ridículo. Como é possível saber os períodos dos eventos que nem foram contratados e dependerão de agenda de jogos? Como definir o máximo horário noturno para eventos que ocorrerão nos próximos 30 anos?
Como essa, existem outras tantas. Vão tomar tempo para serem respondidas. Enquanto isso não sairá alvará. Enquanto não sair alvará não começam as obras. Quanto tempo? Provavelmente dois meses, desde a resposta formal às 25 exigências, até a avaliação do próprio CADES e depois o envio à Prefeitura para a emissão formal do Alvará.
Alguns atribuem essa situação à inabilidade política da diretoria palmeirense na reta final para lidar com essas questões (todas previsíveis). Outros consideram que o CADES está respondendo a uma solicitação do Ministério Público e não pode fingir que não viu. Outros ainda acham que precipitou-se a publicação de algumas notícias (como por exemplo a história que Kassab teria dado como certa a emissão do tal alvará). Talvez todos tenham alguma dose de razão. O que parece ser um cenário mais provável é que após a formalização do novo estádio de Itaquera a ser pago com dinheiro sabe-se lá de onde, as coisas serão mais fáceis para o Palmeiras.
Ou seja, falhamos na articulação política. Mas no limite não isso deve abortar a Arena. Mas seguramente vai atrasar mais ainda.
ITAQUERÃO: Deve haver uma relação indireta nesse negócio. Há interesses cruzados nessa história. Enquanto o SPFC tomou um tombo por conta de sua incompetência em arrumar recursos privados para a reforma do Morumbi, o Palmeiras parece tomar um "tombo temporário" para evitar que seja considerado alternativa real para ser Sede da Copa do Mundo. Politicamente (e mesmo financeiramente) pode-se imaginar quanto há em jogo em ter uma abertura da Copa na cidade além de um estádio novo para o Corinthians. Sem falar no orçamento alocado aí. Logo acredita-se que tão logo o estádio seja formalizado na FIFA - quanto tempo? dois meses? coincidência com o prazo estimado para o Alvará ? - as obras começarão em toque de caixa.
Se sair esse estádio qual o impacto para a Arena Palestra? Pouco. Tirando o fato que vai atrasar (e isso é ruim) um estádio em Itaquera não deverá concorrer tão fortemente com a Arena nos shows e eventos. A Arena Palestra é um equipamento multiuso e por isso mais adaptável para shows (falo isso sem conhecer o projeto de Itaquera, apenas no chutômetro). Além disso a localização da Arena é comparável apenas ao Pacaembu.
Portanto em termos de geração de receitas, me parece que a concorrência não será tão perversa.
LOGO: eu ficaria frustrado mas não completamente desesperado com a situação toda. A WTorre não sairá do projeto, nem por isso, nem pela questão política (quanto mais passa o tempo mais a oposição fisiológica contesta a parceria). O projeto tenderá a ser aprovado nas esferas políticas, após a aprovação do estádio em Itaquera. Políticos e cartolas de plantão articulam bem. A imprensa finge que não vê. É a vida...
Agora ajudaria se o Palmeiras usasse os contatos que tem. No mínimo para não ser passado prá trás. E ajudaria mais ainda se tivéssemos boas relações com a CBF. Sabe como é, há sempre o risco daquela máxima "aos amigos tudo, aos inimigos a lei". Parece ser esse o caso.
É isso aí! Saudações Alviverdes!
VICENTE CRISCIO
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V Criscio
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29 de Agosto de 2010 |
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OPINIÃO DO CRISCIO: dívida e jogo de xadrez |
POR VICENTE CRISCIO
Palestrino amigo, o ano acabou. Exagero? Acompanhe comigo: sete de setembro taí, feriado ponte; em seguida eleições, feriado de 12 de outubro, finados, 2o turno, Natal.
Em paralelo o Brasileirão já foi. Esquece, perdemos. Se possível brigaremos pela Libertadores. E olhe lá!
Mas não perdemos na última derrota ou na sequência de empates do retorno de Felipão. Perdemos esse título antes, quando decidiu-se manter a filosofia da gestão do futebol lá atrás, em 2009.
Sabíamos que não tínhamos um elenco forte no final do ano passado. Mas negaram três vezes esse fato. E em 2010 esse elenco mudou quase inteiramente - entre os titulares de 2009 temos apenas Marcos, Danilo e M. Ramos no time, e Pierre, mal, na reserva. Ah sim, parece que mantemos Lenny, ou não. Não importa, não faz diferença. O fato é que com o time sendo montado durante o ano não tem como ser campeão em pontos corridos. A esperança é a Sul-Americana. Vamos torcer.
Nesse ínterim que escrevo recebo uma dica: leia a coluna de Paulo Vinícius Coelho na Folha de hoje. Alguns fatos, relendo e pensando em retrospectiva, nos dá medo quanto ao futuro. Apesar de não haver qualquer novidade.
PVC começa falando sobre o porque de estarmos no atual momento: diz ele.
"O elenco frágil, a diretoria cansada, a oposição burra. O clube abriu mão de 18 jogadores que começaram o ano no Parque Antarctica. Há casos como Diego Souza e Cleiton Xavier, que rechearam os cofres, outros como Paulo Henrique, Bruno Paulo e Ivo, que chegaram em abril e não emplacaram agosto. Seria motivo justo para cravar um candidato da oposição em janeiro, se os opositores fossem um pouco mais nobres."
Vocês lembram no início do ano quando a atual diretoria de futebol afirmava que o Palmeiras tinha um bom elenco e precisava de contratações cirúrgicas? Então gostaria que os amigos do 3VV explicassem para este pobre torcedor como se faz contratações cirúrgicas desmontando 18 jogadores? Estavam errados antes? Mas quem trouxe esses 18 jogadores que saíram? Erraram agora? Continuam errando?
Vamos em frente. PVC aponta outra questão: a dívida renegociada. Boa tacada de Belluzzo e sua diretoria financeira. Dívida que foi herdada em parte quando a oposição mandava. Mesma oposição que se recusou a aceitar a reestruturação. Mas - tem que ser dito - outra parte desta dívida foi gerada pela própria gestão Belluzzo, por conta de sua diretoria de futebol, com rescisões milionárias de treinadores e uma falta de critério assustadora para se contratar. Outro trecho da coluna de PVC:
"Uma boa decisão de Luiz Gonzaga Belluzzo na presidência foi renegociar a dívida bancária de R$ 53 milhões, ainda que um dos pais desse débito seja seu vice-presidente Gilberto Cipullo. Belluzzo financiou esse valor em cinco anos e, com isso, trocou parcelas mensais de R$ 2,6 milhão, entre juros e amortizações, por R$ 1,2 milhão. O saldo positivo de R$ 1,4 milhão oferece fôlego, mas a oposição enviou carta ao BMG, que financia a dívida, afirmando que não honrará o compromisso se vencer as eleições."
Como diria um ilustre palestrino: MEU DEUS! Impressionante como a oposição palmeirense consegue ser auto-destrutiva.
Mas igualmente fico impressionado como a "situação" demorou a perceber a perversidade desse modelo de gestão do futebol. Se é que percebeu...
***
E o futuro? Dependerá das eleições. Como vimos acima, não há perspectiva com a oposição. Se sua proposta for "dar um calote na dívida reestruturada" e "rever a Arena" então fiquem em casa. Não têm nada a agregar ao Palmeiras. O nome da vez nas alamedas é de "Pituca" (Tironinho), filho do ex-cacique palmeirense Arnaldo Tirone. Pituca é candidato de Mustafá desde que Belluzzo venceu as eleições em janeiro de 2009.
E na situação? O Vice-Presidente Salvador Hugo Palaia informa prá quem quiser ouvir que só não sairá candidato a Presidente se Belluzzo decidir a reeleição. Belluzzo afirma que não quer. Mas até pode mudar de ideia e sair candidato buscando "unir" a situação, um tanto dividida nessa altura do campeonato com tantas lambanças no futebol.
Ao mesmo tempo - dizem - Della Monica está se articulando com Mustafá Contursi. Se saírem juntos - incluindo Frizzo nesse grupo - podem ganhar. Lembrando que Belluzzo obteve pouco mais de 20 votos para vencer a eleição sobre Frizzo. Vindo de um ano com título Paulista, classificação prá Libertadores, partidários mobilizados.
Mas calma! Apesar de estarmos em agosto, no Palmeiras a campanha para Presidência é lançada entre o Natal e o Reveillon. Quem põe a cara prá bater antes disso apanha. Quem é lançado antes, é o chamado "boi de piranha".
Mas pegando a sutileza proposital (ou não) de PVC (num trecho disse "Seria motivo justo para cravar um candidato da oposição em janeiro, se os opositores fossem um pouco mais nobres."): e Paulo Nobre? Aguarda para ver como as peças no tabuleiro se posicionam. Mas nas listas da internet, nas casas palestrinas, nos bares verde-branco, o que se pergunta é o seguinte: não está na hora de uma terceira via?
Saudações Alviverdes!
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27 de Agosto de 2010 |
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DROPS 27/08/10: ELENCO |
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POR VICENTE CRISCIO
Fazia tempo
Tomar uma sapecada como essa
contra o CAG não estava nos planos nem do mais pessimista palestrino.
O humor palestrino virou da água pro vinho.
Ou melhor, do vinho pro vinagre.
Nem tanto ao mar...
A vitória sobre o Vitória foi
épica porque esperávamos pouco e o Palmeiras foi aquilo que deveria ser sempre.
Naquela quinta-feira não deixamos o Vitória jogar, e tudo funcionou
perfeitamente.
... nem tanto à terra
No meio do caminho o Guarani se
apresentou e foi um jogo sofrível. Resultado 0x0.
A desculpa (que nós mesmos nos
demos) era do cansaço.
E agora?
Aí veio o Atlético do
centro-oeste, que estava em último lugar, e ganha do Palmeiras.
E aí. Nada presta?
Não é bem assim!
O Palmeirense sabe que alguma
coisa se salva desse time e ele ainda deve evoluir. Não vai cair ou qualquer coisa do
tipo. Mas pro Palmeiras convenhamos é muito pouco. Ou você já se acostumou com a mediocridade e acredita que disputar a Libertadores já tá bom?
Reforços
As contratações de Valdívia e
Kléber deram um alento. Mas nos esquecemos que precisamos de elenco. Valdívia
não vai jogar todas as partidas e levará um tempo para se entrosar aos novos
companheiros. Kléber está aí há um pouco mais de tempo mas também não vai
resolver sozinho. Lincoln, jogador bom, tem mais problemas
físicos do que queríamos.
Então quando o treinador olha
pro campo vê o Valdívia com a língua parecendo uma gravata, aí olha pro banco e
busca um substituto, o que ele vê?
Não vê!
Pois é. Não vê. Falta ELENCO!
A despeito dos eventuais erros
do técnico, ele não tem ELENCO.
Por isso nos entusiasmamos com a
Sul-Americana. Lá, a cada nova rodada, começa tudo de novo. Pode-se perder uma fora de
casa e depois buscar o resultado em casa. Com 50% de desempenho dá prá ser
campeão. Até menos, se você considerar que dois empates pode levar à próxima
fase. Portanto o elenco talvez não faça diferença. Você joga hoje e vai jogar
daqui a duas semanas, às vezes mais. Dá tempo de recuperar alguém. São poucas
partidas. As suspensões por cartão também não são tão grandes. Ou seja,
depende-se menos de ELENCO.
Elenco
Mas não dá prá tapar o sol com a
peneira. Alguns jogadores não conseguem produzir com a camisa do Palmeiras.
Vamos esperar? Vamos!!
Mas o ideal para lançar o
Rivaldo, o Luan, o Tadeu, se é que eles realmente são craques, seria aos
poucos. Prá isso precisaríamos de ELENCO. ELENCO em condições de ter peças de
reposição quando o atacante gladiador se contunde, quando o craque mágico não
está conseguindo jogar, quando o meia habilidoso se contunde mais uma vez.
Nesse caso não se pode esperar dos novatos. Tem que se ter dentro do ELENCO
jogadores que resolvam.
E para não queimar os jovens.
Quer exemplo? Alex.
Lembra dele? Quando chegou no Palmeiras esquentou muitas vezes o banco. Até
começar a se soltar. Até o Valdívia chegou e foi banco de Leão (se bem que aí
acho que tinha um pouco da cabeça dura do técnico).
Mas o ponto é: cada vez que o
time perde joga-se a culpa no juiz, no técnico, na bola que não entrou, no
atacante perna de pau.
Mas muitos se esquecem que quem
monta e desmonta o time é o dirigente. Ele tráz o jogador e o disponibiliza para
a comissão técnica. E há muito, mas há muito tempo, que não se prioriza a montagem de
um ELENCO no Palmeiras. É sempre alguém que chega e tem que resolver o
problema daquela posição. Foi assim com vários que passaram nos últimos anos. E
não foi diferente nesse novo elenco formado no meio do ano.
O que nos resta?
O time não é tão ruim que possa
cair na série B. Vai crescer pro segundo turno.
Nem é tão bom a ponto de ser
candidato ao título brasileiro. Mesmo terminar no G4 já seria muito para esse
grupo.
O que sobra? A Sul-Americana.
Graças a Deus ainda temos ela.
E não sou só eu que estou
falando. É o Felipão!
Mas o Palmeiras precisa
desempenhar dentro de campo, vencer partidas contra adversários menos
qualificados, e disputar títulos. Só assim voltará ao seu lugar. Se o
Brasileirão já foi (ou quase) então vamos brigar pela Sul-Americana.
Mas convenhamos, é muito pouco
prá nós.
Tô errado?
Talvez! Sou apenas um torcedor,
como vocês. Não sei mais, mas também não sei menos.
E essa história de “darmos tempo”
ao time, “esperar o ano que vem”, estou ouvindo desde 2007. A história o
palmeirense já conhece, os resultados de cada ano também, e as desculpas, idem
na mesma data.
Estamos nos especializando em
ser o time do ano que vem. Claro, cada ano com caras diferentes.
Bom, e o novo 3VV?
Hoje ouvi uma cornetada do
Cunio. O novo 3VV tá igual à Arena Palestra. Anuncia e depois atrasa.
Fiquei arrasado. Mas os problemas
da implantação estão sendo solucionados. Deve entrar no domingo. Se não acontecer
outro adiamento.
Saudações Alviverdes!
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26 de Agosto de 2010 |
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Arenas - Impacto na Vizinhança |
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Por
Claudio Baptista Jr.
Pessoal,
Todos sabem que atualmente o que está
segurando a emissão do alvará para a construção da nossa Arena é a aprovação
pelo Cades (Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável)
de um relatório de impacto a vizinhança.
Não entrarei nas diversas discussões
como os motivos do órgão e do Conseg da região se manifestarem somente
agora.
Porém, temos que refletir a respeito do
conteúdo e forma como estes questionamentos estão aparecendo.
Está correto abrirem-se questões neste
momento?
Qual é a dinâmica de prazos? Quais são
os tempos para respostas e análises?
Existe limite de conteúdo e perguntas
secundárias que pode-se exigir?
Existe lei que dê contornos claros a
esse processo?
Como temos observado, nesse processo
sempre aparece algo novo e em cima disso pergunto até sobre a possibilidade de
uma análise jurídica a fim de que possamos enxergar os limites.
Infelizmente não temos acesso ao
conteúdo dos questionamentos o que nos possibilita apenas uma análise
extremamente superficial do que pode ter sido questionado.
Quando penso em impacto com a vizinhança
vem a minha mente dois tipos de ações. A parte
técnica e os métodos que podem ser usados para manter um grau de pró-atividade com a comunidade.
- Parte técnica.
Três fatores são importes para serem
analisados pelas pessoas competentes. Ruído, Iluminação e circulação.
Aparentemente o fator iluminação estaria resolvido. Vejam a
figura abaixo presente nas especificações da FIFA. A primeira é considerada não
recomendável e a segunda adequada. Como consta nos documentos, certamente foi
feito a análise por pessoas com competência para tal.
Já a circulação, temos o parecer favorável da CET e a negociação das
contrapartidas. A Arena foi aprovada pelo órgão para receber a circulação de
até 60 mil pessoas no seu entorno.
Quanto ao ruído, difícil imaginar que uma Arena com cobertura para o público
irá propagar para o exterior um nível de ruído maior do que uma sem a
cobertura, ainda que exista um número maior de público dentro do estádio.
Entretanto, esperamos que especialistas contratados pela WTorre para realizar
os estudos comprovem o menor impacto.
Quando perguntado no início sobre os
limites dos questionamentos técnicos para este tipo de empreendimento, vem em
mente, além destes, fatores dos mais simples até análises mais complexas que
vão deste circulação de torcedores barulhentos, sombras em edifícios
adjacentes, ausência de atividades locais quando não há eventos até análises de
vibrações.
O
projeto da Arena procurou respeitar ao máximo a região. Reforma das suas
instalações internas, construção de vagas de estacionamento para a região,
melhoria do fluxo de pedestres no entorno do estádio e negociação para
construção de contrapartidas para a região.
Há que se destacar também diversos
pontos positivos quando se constrói uma Arena nova.
- Acesso privilegiado a eventos
esportivos e espetáculos de qualidade.
- Criação de empregos tanto na construção como na exploração / operação das
instalações.
- Afluxo de novos visitantes e as conseqüências positivas para a economia local
(lojas, restaurantes, hotéis).
- Os moradores e utilizadores da região serão os primeiros a utilizar os
equipamentos que são instalados junto ao estádio como ginásios, piscinas, local
de convenções e outros aspectos culturais e sociais.
- O prestígio, orgulho e identificação que um novo estádio com seus eventos pode
trazer para a comunidade.
- Pró-atividade com a comunidade.
Quando este espaço começou a apresentar
as especificações com a FIFA, já falávamos sobre a necessidade de se
estabelecer contatos constantes e proativos junto a vizinhança a fim de evitar
ao máximo surpresas deste a fase de aprovações, construção e operação da Arena.
A documentação da FIFA trazia alerta
neste sentido. Para quem quiser recordar o que falamos sobre o relacionamento
com a vizinhança e o que a FIFA diz a respeito em suas especificações, acessem
os links:
http://www.3vv.com.br/3vv/post.aspx?p0=7&p1=1329
http://www.3vv.com.br/3vv/post.aspx?p0=7&p1=1200
Contudo, aparentemente o clube e o
parceiro adotaram a estratégia do maior silêncio possível. Talvez pelo receio
que uma proatividade neste campo pudesse levantar uma série de outros questionamentos carregados de terceiros
interessados mesmo que desde o princípio o que se buscou foram os caminhos
legais para as aprovações junto aos órgãos responsáveis e competentes da
prefeitura.
Será que foi a estratégia correta? Hoje
nos deparamos com essas ações que vêem freando ainda mais o início das obras.
Talvez não nos deparássemos com elas ou as dores de cabeça poderiam ser ainda
maiores. Não sei.
Agora, o que se deve fazer são clube e
parceiro continuarem trabalhando dentro do que se pede e que seja de direito,
mas com olhos muito, muito abertos.
Abraço,
Claudio Baptista Jr. – muito contrariado
com a falta de transparência nas discussões sobre a sede paulista e
investimentos públicos na cidade para a Copa de 2014.
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