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27 de Junho de 2010
OPINIÃO DO CRISCIO: excelente matéria sobre o negócio Copa do Mundo

Por Vicente Criscio
Síntese da matéria A Copa do Cabo ao Rio,
publicada por Daniela Pinheiro na Revista Piauí de maio/2010

Com pouco assunto sobre o Palmeiras a OPINIÃO de hoje vai falar sobre uma excelente matéria sobre a Copa do Mundo e todas as ramificações da FIFA.

A jornalista Daniela Pinheiro passou 17 dias na África do Sul e escreveu a reportagem "A Copa do Cabo ao Rio". Nela, ela conta como o país se preparou para organizar a Copa do Mundo e mostra como os eventos esportivos se transformaram em um grande negócio.

Este post faz uma breve síntese e emite opiniões e comentários sobre o que deve ocorrer no Brasil na Copa 2014. A matéria da Piauí poderá ser lida na íntegra no link ao final do texto.

A FIFA MANDA E O PAÍS OBEDECE

A Fédération Internationale de Football Association foi fundada em 1904. Tem pouco mais de mil funcionários e em sua sede, em Zurique, apenas 310. Com tão poucos funcionários ela seria uma grande corporação no mundo dos negócios. Está no centro de US$ 250 bilhões movimentados anualmente no futebol. Em 2009 faturou US$ 1 bilhão e teve lucro líquido de quase US$ 200 milhões.

A FIFA organiza a Copa do Mundo. A cada quatro anos um país recebe esse “privilégio”. Junto dele o país deve aceitar seguir um caderno de encargos que define regras para tamanho dos estádios e das cadeiras, ângulo de visão, tempo de esvaziamento, dimensão das salas VIP e VVIP. Quem quiser saber mais leia os didáticos artigos de Claudio Baptista na série arenas do 3VV (somente para cadastrados).

Mas além da definição do estádio a FIFA obriga os países que sediam a Copa a concederem visto de trabalho ao pessoal estrangeiro, isenção de taxas alfandegárias, garantia de livre transferências de divisas, além de toda a infraestrutura de transportes e telecomunicações.

Prá ficar apenas em dois exemplos. No Brasil as negociações para aprovar uma lei fiscal e uma geral que regulamentarão o mundial de 2014 já estão em negociação entre a Presidência da República, o Ministério do Esporte e a FIFA. Um dos temas é a venda de bebidas alcoólicas, que no Brasil é proibida. Seguramente essa lei cairá para a Copa de 2014.

Um dos casos que a matéria da Revista Piauí conta e que nunca foi comentado na mídia de massa, e que mostra o seu poder sobre o país anfitrião é o seguinte.

O Parque Kruger, no nordeste do país, é a maior reserva natural da África. Em 2006, um consórcio ganhou a licitação para a construção de um estádio na entrada do Kruger, na cidade de Nelspruit. Entre as exigências do grupo, estava a de que engenheiros e trabalhadores especializados fossem instalados em locais onde a luz e os aparelhos de ar-condicionado estivessem garantidos. A única edificação em condições era uma escola primária de uma favela perto da obra. O governo da província não teve dúvida: há três anos a escola abriga o alojamento dos trabalhadores. As crianças foram transferidas para salas de aula provisórias, em contêineres de alumínio sem ventilação ou janelas.”

A matéria cita ainda que o Governo montou uma comissão de inquérito para apurar as denúncias de abusos. Nesse imbróglio duas pessoas foram assassinadas.

RECUPERAÇÃO DE INVESTIMENTOS

Eventos esportivos demandam grandes investimentos em infra-estrutura e revitalização urbana. Cidades e países que sediam esse tipo de evento (Olimpíadas, Copa do Mundo e afins) buscam dois tipos de retorno: o tangível (ou seja, aumento de PIB, crescimento de receitas em determinados setores, como o turismo) e pelo menos que as receitas e impostos gerados nesse período banquem o investimento público realizado.

Além do tangível, há o benefício intangível; fortalecimento da auto-estima, melhoria da imagem internacional, reconhecimento público na capacidade de organização e infra-estrutura.

Pois bem, na Copa da África do Sul o budget inicial era de US$ 450 milhões. Gastou-se 6 bilhões ou 13 vezes mais. Foram construídos cinco estádios e outros cinco foram reformados. Além disso, aeroportos, trem de alta velocidade e hotéis receberam investimentos.

E qual o retorno disso tudo? Um grupo de pesquisadores realizou um trabalho de cinco anos analisando países que sediaram grandes eventos esportivos. O resultado gerou um livro chamado Desenvolvimento e Sonhos: o Legado Urbano da Copa do Mundo de 2010. A conclusão? Nenhum país obteve retorno tangível. NENHUM!

A matéria cita vários exemplos: na Copa do Japão e Coreia, a FIFA previu um milhão de turistas na Copa. Nenhum dos países conseguiram esses resultados. E no caso dos asiáticos, os estádios estão subutilizados.  Na Copa Alemanha, após investimentos de US$ 5 bilhões, o retorno anunciado foi de R$ 170 milhões. Mas há controvérsias sobre esse número.

Aqui no Brasil mesmo temos o caso do Pan Americano do Rio. Inicialmente orçado em  US$ 409 milhões, custou US$ 3,7 bi. O Parque Aquático Maria Lenk e o Velódromo custaram R$ 100 milhões. Depois disso a Prefeitura tinha despesas mensais de R$ 300 mil. Leia mais no link http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,despesa-de-r-300-mil-por-mes-e-nenhum-uso-e-o-maria-lenk,504984,0.htm.

Por outro lado a matéria cita países que tiveram algum tipo de retorno intangível. Seguramente a China teve melhoria na sua imagem. Após os gastos de US$ 38 bilhões (!!) o país abriu suas portas para o mundo e ficou reconhecido por sua força econômica e organização.

E o exemplo bem sucedido em todos os aspectos foi Barcelona. Em 1992 a cidade gastou US$ 6 bilhões mas teve uma completa revitalização urbana e a partir daí passou por um importante crescimento econômico e no fluxo de turistas.

Mesmo assim a matéria cita que um dos homens mais ricos do mundo, o emir Hamad al-Thani irá investir 4,5 bilhões de dólares em seu país, o Catar, para levar a Copa do Mundo para lá.

CRESCIMENTO ECONÔMICO; PARA ALGUNS

A matéria também fala sobre as situações de negócios onde representantes de Governos que sediam a Copa e/ou da FIFA aproveitam a onda e ganham a sua parte.

Por exemplo, os empregos gerados nas obras de infra-estrutura são todos temporários. Estima-se que após a Copa 150 mil sul-africanos ficarão desempregados. A cerveja é importada e os produtos licenciados são todos chineses. O dono da empresa responsável pela importação de produtos chineses para a Copa é deputado do Congresso Nacional Africano.

 A venda de ingressos é toda organizada pela FIFA. Uma empresa chamada Match foi responsável pela venda de 380 mil pacotes VIP em todo o mundo. Um dos sócios chama-se Phillippe Blatter e é sobrinho de Joseph Blatter, presidente da FIFA.

No Zimbábue, onde o Brasil fez um dos poucos amistosos pré Copa, a empresa que vende os pacotes turísticos tem como dono o sobrinho do ditador Robert Mugabe.

FIFA, UM GRANDE NEGÓCIO

Conforme citado no post de Luis Fernando Tredinnick – As Finanças da FIFA (http://www.3vv.com.br/3vv/InformativoLista.aspx?p0=5&p1=4148&TITULO=As_financas_da_FIFA&SECAO=FUTEBOL%20COM%20N%C3%9AMEROS) após 1974 João Havelange iniciou um processo impressionante de profissionalização e crescimento de suas receitas.

Em 1990 os direitos de transmissão da Copa valeram US$ 65 milhões. Em 2006 foram vendidos por 1,97 bilhão. Antes eram 9 cotas de patrocinadores. Agora são 15.

Mas uma coisa nós temos que admitir: a FIFA joga muito mais o jogo do patrocinador do que aqui no Brasil. É comum nas coletivas de imprensa os treinadores e jogadores estarem com a câmera ampla, aberta, onde pode-se ver o backdrop (o painel ao fundo com patrocinadores da seleção) e mesmo detalhes sobre a mesa. Já vimos Dunga e Lucio dando entrevistas com latinhas de Guaraná Antarctica e garrafas de Gatorade. Ponto positivo prá FIFA. Aqui no Brasil a Globo tem tamanha resistência a mostrar patrocinadores de clubes que as entrevistas costumar focalizar o nariz do treinador ou jogador.

A matéria da Piauí explora ainda um pouco mais a relação TV e Copa do Mundo e a própria relação da CBF com a FIFA. Sugere já em seu final que Ricardo Teixeira deverá ser o novo Presidente da FIFA, após a Copa no Brasil em 2014. Perguntado sobre isso na última parte da entrevista, Teixeira simplesmente disse: “o tempo dirá”, e soltou uma gargalhada.

CONCLUSÃO: CONCLUSÃO?

Impossível o amante do futebol, palmeirense ou não, não se emocionar com uma Copa do Mundo. E esse mesmo amante do futebol deve estar feliz pela oportunidade de assistir jogos da Copa do Mundo no Brasil em 2014. Ainda mais se acontecerem na Arena Palestra Itália.

Agora fala-se em investimentos de R$ 142 bilhões no Brasil por conta da Copa (leia no link http://www.clickpb.com.br/artigo.php?id=20100623122021&cat=economia&keys=copa-brasil-deve-injetar-r$-bi-economia). Um desses deve ser para o estádio de Pirituba ou Guarulhos, para a tão sonhada por alguns (políticos e empreiteiros) abertura da Copa em São Paulo. Os espertalhões de plantão estão tentando ocupar espaço. Esta semana José Dirceu - aquele - veio falando sobre os "inúmeros benefícios e crescimento do PIB" que a Copa proporcionará.

Entretanto é imperativo que todos nós tenhamos a consciência esportiva tão apurada quanto a consciência econômica e política. Já houve uma tentativa frustrada de um certo time do Jardim Leonor se dar bem com a Copa. Quebrou a cara.Agora a ideia é investir num estádio para 65 mil pessoas pelo orgulho da maior cidade da América Latina abrir a Copa. Tremenda bobagem!

A Copa é legal, mas mais legal ainda é usar recursos públicos em saúde, educação e segurança. A Copa virá pro Brasil mas que seja com investimento público em obras de infra-estrutura que possa ser aproveitada posteriormente.

Vamos aguardar. Muita grana vai estar em jogo. A fiscalização é essencial.

Vale a pena a leitura do artigo da Piauí. Eu particularmente gosto da revista e a matéria está ótima, apesar de muito longa. O link é http://www.revistapiaui.com.br/edicao_44/artigo_1317/A_Copa_do_Cabo_ao_Rio.aspx .

Saudações Alviverdes!

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03 de Dezembro de 2009
La Prima Volta: Cinquina, a história das 5 coroas (parte 5)

POR JOTA CHRISTIANINI

Conquistar quatro coroas já era muito bom, mas ai companheiros, apareceu a dama mais bonita do baile.

Trazida pela FIFA que mandou os árbitros, vistoriou os estádios, fez a tabela e mandou a Taça iniciou-se na metade de 1951 o PRIMEIRO MUNDIAL DE CLUBES em DISPUTA DA COPA RIO.

O Brasil foi representado por dois times, os campeões paulista - PALMEIRAS  - e carioca - Vasco da Gama.

A chave do Palmeiras, disputada no Pacaembu foi tecnicamente melhor que a chave carioca. O Palmeiras atropelou os europeus, Estrela Vermelha e Olimpique, campeões em seus países e já classificado para a fase final comemorou com o também classificado Juventus, após uma suculenta macarronada, em jogo que prevaleceu a melhor disposição dos italianos.

Fase final e o Verdão teria que enfrentar o Vasco, o Expresso da Vitória que contava com oito jogadores que haviam disputado o mundial de seleções no ano anterior com camisa brasileira.

A disputa entre os dois era mais antiga. Dois anos antes houvera um tira teima para definir quem representaria o Brasil no sul-americano de clubes em Santiago. Jogaram três partidas o Palmeiras venceu duas e quem viajou foi o Vasco. Nota-se que esta história do Vasco tomar o lugar do Palmeiras não seria a única, mas enfim.

Foram dois jogos sensacionais, curiosamente ambos no Maracanã,

No primeiro estreando o goleiro Fábio o Palmeiras venceu 2x1 e n segundo com outra atuação magnífica de seu jovem goleiro o Palmeiras classificou-se as finais no empate de 0x0.

Contra quem seria decisão?  Justamente contra Juventus de Turim que havia nos derrotado na última partida classificatória.

Foi uma batalha; 1x0 para o Palmeiras gol de Rodrigues. Faltava apenas um jogo, um empate e vingaríamos a derrota brasileira um ano antes naquele mesmo Maracanã para os uruguaios, na Copa do Mundo. E, mais importante, colocaríamos a 5ª coroa na cabeça do periquito, símbolo oficial do Palmeiras.

Rodrigues fez um dos gols, os italianos, marcaram dois, mas no fim do jogo Liminha driblou a defesa italiana, o goleiro italiano, driblou a trave, quem sabe algum fotógrafo próximo e entrou com bola e tudo nas redes da Juventus. 2x2!

Era o título, mundial era a quinta coroa.

Por isso amigos num tempo que quem conquista três títulos manda mudar distintivo, ai esta como foi que o Palmeiras tornou-se o campeão das 5 Coroas. E notem que título incontestado já que nenhuma das decisões permitiu uma única reclamação. Todas ganhas no campo e com arbitragem correta.

Assim sempre foi e será o PALMEIRAS.

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26 de Novembro de 2009
La Prima Volta: a história das 5 coroas (parte 4)

POR JOTA CHRISTIANINI

Menos de um mês depois de ter ganhado a terceira coroa o Palmeiras partia para novo torneio, a Taça Cidade de S. Paulo de 1951.

Ninguém mais duvidava do poderio do time de Palestra Itália,

Afinal ao ganhar o estadual derrubara o tabu. Quem vencesse a Taça da Cidade não venceria o Campeonato Paulista.

O Palmeiras venceu as duas e ainda de lambuja ganhou o  Rio-SP.

Bem! Diziam os céticos:  - venceu três taças, agora chega!  

Ou desdenhavam: - Nem vai pagar place nessa nova disputa.

O Santos, primeiro adversário, bancou o holandês,  pagou pelo que não fez. 

No primeiro jogo da nova competição o Palmeiras enfiou 6x2 no time das praias.

Foi demais! Até os 30 minutos de jogo o placar apontava 1x1 e o Palmeiras dominava, mas não marcava.  Dos trinta do primeiro tempo aos quinze do segundo, ou seja, em meia hora de bola correndo  o  Palmeiras marcou cinco gols. Para enfeitar o baile, cada um dos atacantes marcou um gol: Lima, Aquilles, Liminha, Jair e Rodrigues.

Veio a final e quem nos enfrentaria? O inimigo de 42, O time das muitas cores já nos tinha visto dar a volta olímpica no paulista e agora, não contente, queria apanhar de novo.

Foi atendido.

3x2 para o Palmeiras com mais de sessenta mil pessoas no Pacaembu.

O Aquilles fez dois e o Liminha mais um; mais que suficiente para no final da partida ao sair do campo  Oberdan Cattani  parar diante do treinador adversário, Leônidas da Silva, fazer o ligeiro, irônico e tradicional sinal de quatro, com as pernas dobradas.

A torcida ainda não tinha esquecido a marchinha carnavalesca das três coroas, só mudou o numero.

“Já ganhamos 4 coroas
e ainda queremos mais”

E se queriam a quinta coroa, lógico que ela chegou.

 

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20 de Novembro de 2009
La Prima Volta: a história das 5 coroas (parte 3)

POR JOTA CHRISTIANINI

Ganha a segunda coroa e a imprensa aos  poucos passou a comentar a possibilidade do Palmeiras ganhar a terceira coroa.

Era o Rio-SP até então o mais importante torneio entre estados no Brasil. Costumava-se chamar seu vencedor de campeão brasileiro.

As dez equipes reuniam praticamente a totalidade dos jogadores convocados para a seleção brasileira. E as seleções paulista e carioca haviam ganhado todos os campeonatos brasileiros de seleções.

O Palmeiras começou o Rio-SP oscilando, meteu 7x1 no Flamengo na estreia do Liminha que marcou quatro gols, mas perdeu alguns jogos e chegou na última rodada precisando ganhar do Vasco no Maracanã para igualar-se ao leal adversário na tabela e provocar as partidas de desempate.

O Palmeiras venceu e goleou os cruzmaltinos. 4x1, com gols de Liminha (2), Aquiles e Valdemar Fiume.

Foram para a melhor de três.

E como final contra o Corinthians é sinônimo de taça para o Palmeiras, nem precisou a terceira partida.

Com Jair jogando tudo o que sabia, Liminha e Aquilles fazendo gols decisivos o Palmeiras venceu as duas partidas.

Na primeira 3x2 com Pacaembu lotado e na segundo com mais público ainda, o Palmeiras fez 3x1, gol do Aquilles e dois do Jair Rosa Pinto que após o terceiro gol aos 7 do segundo tempo passou a comandar o baile.

 Liminha, novo no clube, mas já possuindo a alma palestrina fintava de todo jeito. A coisa foi tal que no finzinho do jogo os dois mais educados e disciplinados jogadores em campo foram expulsos: Luiz Villa e Claudio.

Ninguém resistiu àquela tarde palmeirense.

Terceira coroa na cabeça, taça na sala de troféus, bicho pago, volta olímpica, e a “paura” dos outros:

Em sete meses esse time já ganhou três taças onde é que eles vão parar?

A torcida aproveitando a música vencedora do carnaval daquele ano, “é dos carecas que elas gostam mais" improvisou:

"Nós os palmeirenses
No futebol somos maiorais
Pois já temos três coroas
E vamos ver se ainda
Cabe mais, mais, mais”.

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12 de Novembro de 2009
La Prima Volta: a história das 5 coroas (parte 2)


POR JOTA CHRISTIANINI

Conquistada a primeira coroa, ainda mais sendo a Taça Cidade de S.Paulo, a dúvida persistia. Jamais o vencedor da Taça conquistara o Paulista. Será que o Palmeiras iria  mudar as coisas?

O campeonato começou parelho, mas logo o time multi colorido tomou a ponta do campeonato e assim foi até o perto do final.

Apesar de ser o campeonato do ano santo só um milagre tiraria o título deles.

O líder, cuja Sede tinha sido "adquirida" dos alemães durante a guerra, era dado (epa!) como campeão. Valendo dois pontos por vitória, eles tinham 5 pontos de vantagem sobre o Palmeiras e lhe restavam 4 partidas para o fim. A última seria contra o ex-Palestra Itália. Isso lhes causava calafrios e tremores, mas a vantagem era tanta que seria impossível eliminá-la.

Valeu a tremedeira, o amarelão não esperou para aflorar (epa! novamente), o time dos pipoqueiros (eles mesmos assumiam esse apelido) fracassou diante do Guarani - pudera! o time campineiro jogou de verde - perdeu do Ypiranga e do Santos, dois gols de Odair, e de "campeão antecipado" ficou um ponto atrás do Palmeiras, com quem jogaria no domingo, dia 28 de janeiro.

Forte chuva tornou o campo um lamaçal.

Logo no começo Teixerinha marcou; motivo para começarem as comemorações, só que a partir daí o Palmeiras tomou conta do jogo e buscou o empate com a faca nos dentes, coração na botina e alma palestrina.

Quem resiste!

15 minutos, segundo tempo, Jair lança pelo alto, Mauro Ramos de Oliveira que primava pela elegância, no vestir talvez não querendo sujar o uniforme, salta pouco, é encoberto pela bola que pará na poça da d´agua em frente ao goleiro Mário.

Aquilles, um torcedor palmeirense que jogava com a camisa 9, veloz, chega na bola e chuta com toda força palestrina empatando o jogo. Depois do jogo Jair extravasa toda e despacha de volta todas as provocaçoes que sofrera durante a semana.

O milagre acontecera, afinal era o campeonato do Ano Santo! o Palmeiras conquistara o segundo título em seguida. Ainda não se falava em segunda coroa, mas a quebra do tabu começou a assustar os demais.

Jota Christianini.




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