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29 de Agosto de 2010
Jogo rápido, papo sobre a Arena
Alguns me perguntam qual minha opinião sobre dois fatos publicados entre a quinta e sexta-feira passada: o anúncio do estádio do Corinthians como potencial sede paulista para a Copa e as exigências do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES) para a Arena Palestra.

Por partes:

CADES: conversei com algumas pessoas neste fim de semana para entender o que está havendo. O CADES fez exigências consideradas absurdas por quem leu o documento. Foram 25 exigências. Uma delas reproduzo aqui:

20. Deverá ser indicado o número previsto para a realização de shows de
música e demais eventos/ ano, com as respectivas previsões de lotação
média e máxima de freqüentadores e períodos para a realização de tais
eventos. Deverá ser indicada a previsão do máximo horário noturno para
encerramento de tais eventos.

Dá prá estimar isso? Claro que sim. Mas requer tempo. Ao mesmo tempo a exatidão beira o ridículo. Como é possível saber os períodos dos eventos que nem foram contratados e dependerão de agenda de jogos? Como definir o máximo horário noturno para eventos que ocorrerão nos próximos 30 anos?

Como essa, existem outras tantas. Vão tomar tempo para serem respondidas. Enquanto isso não sairá alvará. Enquanto não sair alvará não começam as obras. Quanto tempo? Provavelmente dois meses, desde a resposta formal às 25 exigências, até a avaliação do próprio CADES e depois o envio à Prefeitura para a emissão formal do Alvará.

Alguns atribuem essa situação à inabilidade política da diretoria palmeirense na reta final para lidar com essas questões (todas previsíveis). Outros consideram que o CADES está respondendo a uma solicitação do Ministério Público e não pode fingir que não viu. Outros ainda acham que precipitou-se a publicação de algumas notícias (como por exemplo a história que Kassab teria dado como certa a emissão do tal alvará). Talvez todos tenham alguma dose de razão. O que parece ser um cenário mais provável é que após a formalização do novo estádio de Itaquera a ser pago com dinheiro sabe-se lá de onde, as coisas serão mais fáceis para o Palmeiras.

Ou seja, falhamos na articulação política. Mas no limite não isso deve abortar a Arena. Mas seguramente vai atrasar mais ainda.

ITAQUERÃO: Deve haver uma relação indireta nesse negócio. Há interesses cruzados nessa história. Enquanto o SPFC tomou um tombo por conta de sua incompetência em arrumar recursos privados para a reforma do Morumbi, o Palmeiras parece tomar um "tombo temporário" para evitar que seja considerado alternativa real para ser Sede da Copa do Mundo. Politicamente (e mesmo financeiramente) pode-se imaginar quanto há em jogo em ter uma abertura da Copa na cidade além de um estádio novo para o Corinthians. Sem falar no orçamento alocado aí. Logo acredita-se que tão logo o estádio seja formalizado na FIFA - quanto tempo? dois meses? coincidência com o prazo estimado para o Alvará ? - as obras começarão em toque de caixa.

Se sair esse estádio qual o impacto para a Arena Palestra? Pouco. Tirando o fato que vai atrasar (e isso é ruim) um estádio em Itaquera não deverá concorrer tão fortemente com a Arena nos shows e eventos. A Arena Palestra é um equipamento multiuso e por isso mais adaptável para shows (falo isso sem conhecer o projeto de Itaquera, apenas no chutômetro). Além disso a localização da Arena é comparável apenas ao Pacaembu.

Portanto em termos de geração de receitas, me parece que a concorrência não será tão perversa.

LOGO: eu ficaria frustrado mas não completamente desesperado com a situação toda. A WTorre não sairá do projeto, nem por isso, nem pela questão política (quanto mais passa o tempo mais a oposição fisiológica contesta a parceria). O projeto tenderá a ser aprovado nas esferas políticas, após a aprovação do estádio em Itaquera. Políticos e cartolas de plantão articulam bem. A imprensa finge que não vê. É a vida...

Agora ajudaria se o Palmeiras usasse os contatos que tem. No mínimo para não ser passado prá trás. E ajudaria mais ainda se tivéssemos boas relações com a CBF. Sabe como é, há sempre o risco daquela máxima "aos amigos tudo, aos inimigos a lei". Parece ser esse o caso.

É isso aí! Saudações Alviverdes!

VICENTE CRISCIO
» Escrito por V Criscio | Comentários (11)
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29 de Agosto de 2010
OPINIÃO DO CRISCIO: dívida e jogo de xadrez
POR VICENTE CRISCIO

Palestrino amigo, o ano acabou. Exagero? Acompanhe comigo: sete de setembro taí, feriado ponte; em seguida eleições, feriado de 12 de outubro, finados, 2o turno, Natal.

Em paralelo o Brasileirão já foi. Esquece, perdemos. Se possível brigaremos pela Libertadores. E olhe lá!

Mas não perdemos na última derrota ou na sequência de empates do retorno de Felipão. Perdemos esse título antes, quando decidiu-se manter a filosofia da gestão do futebol lá atrás, em 2009.

Sabíamos que não tínhamos um elenco forte no final do ano passado. Mas negaram três vezes esse fato. E em 2010 esse elenco mudou quase inteiramente - entre os titulares de 2009 temos apenas Marcos, Danilo e M. Ramos no time, e Pierre, mal, na reserva. Ah sim, parece que mantemos Lenny, ou não. Não importa, não faz diferença. O fato é que com o time sendo montado durante o ano não tem como ser campeão em pontos corridos. A esperança é a Sul-Americana. Vamos torcer.

Nesse ínterim que escrevo recebo uma dica: leia a coluna de Paulo Vinícius Coelho na Folha de hoje. Alguns fatos, relendo e pensando em retrospectiva, nos dá medo quanto ao futuro. Apesar de não haver qualquer novidade.

PVC começa falando sobre o porque de estarmos no atual momento: diz ele.

"O elenco frágil, a diretoria cansada, a oposição burra. O clube abriu mão de 18 jogadores que começaram o ano no Parque Antarctica. Há casos como Diego Souza e Cleiton Xavier, que rechearam os cofres, outros como Paulo Henrique, Bruno Paulo e Ivo, que chegaram em abril e não emplacaram agosto. Seria motivo justo para cravar um candidato da oposição em janeiro, se os opositores fossem um pouco mais nobres."

Vocês lembram no início do ano quando a atual diretoria de futebol afirmava que o Palmeiras tinha um bom elenco e precisava de contratações cirúrgicas? Então gostaria que os amigos do 3VV explicassem para este pobre torcedor como se faz contratações cirúrgicas desmontando 18 jogadores? Estavam errados antes? Mas quem trouxe esses 18 jogadores que saíram? Erraram agora? Continuam errando?

Vamos em frente. PVC aponta outra questão: a dívida renegociada. Boa tacada de Belluzzo e sua diretoria financeira. Dívida que foi herdada em parte quando a oposição mandava. Mesma oposição que se recusou a aceitar a reestruturação. Mas - tem que ser dito - outra parte desta dívida foi gerada pela própria gestão Belluzzo, por conta de sua diretoria de futebol, com rescisões milionárias de treinadores e uma falta de critério assustadora para se contratar. Outro trecho da coluna de PVC:

"Uma boa decisão de Luiz Gonzaga Belluzzo na presidência foi renegociar a dívida bancária de R$ 53 milhões, ainda que um dos pais desse débito seja seu vice-presidente Gilberto Cipullo. Belluzzo financiou esse valor em cinco anos e, com isso, trocou parcelas mensais de R$ 2,6 milhão, entre juros e amortizações, por R$ 1,2 milhão. O saldo positivo de R$ 1,4 milhão oferece fôlego, mas a oposição enviou carta ao BMG, que financia a dívida, afirmando que não honrará o compromisso se vencer as eleições."

Como diria um ilustre palestrino: MEU DEUS! Impressionante como a oposição palmeirense consegue ser auto-destrutiva.

Mas igualmente fico impressionado como a "situação" demorou a perceber a perversidade desse modelo de gestão do futebol. Se é que percebeu...

***

E o futuro? Dependerá das eleições. Como vimos acima, não há perspectiva com a oposição. Se sua proposta for "dar um calote na dívida reestruturada" e "rever a Arena" então fiquem em casa. Não têm nada a agregar ao Palmeiras. O nome da vez nas alamedas é de "Pituca" (Tironinho), filho do ex-cacique palmeirense Arnaldo Tirone. Pituca é candidato de Mustafá desde que Belluzzo venceu as eleições em janeiro de 2009.

E na situação? O Vice-Presidente Salvador Hugo Palaia informa prá quem quiser ouvir que só não sairá candidato a Presidente se Belluzzo decidir a reeleição. Belluzzo afirma que não quer. Mas até pode mudar de ideia e sair candidato buscando "unir" a situação, um tanto dividida nessa altura do campeonato com tantas lambanças no futebol.

Ao mesmo tempo - dizem - Della Monica está se articulando com Mustafá Contursi. Se saírem juntos - incluindo Frizzo nesse grupo - podem ganhar. Lembrando que Belluzzo obteve pouco mais de 20 votos para vencer a eleição sobre Frizzo. Vindo de um ano com título Paulista, classificação prá Libertadores, partidários mobilizados.

Mas calma! Apesar de estarmos em agosto, no Palmeiras a campanha para Presidência é lançada entre o Natal e o Reveillon. Quem põe a cara prá bater antes disso apanha. Quem é lançado antes, é o chamado "boi de piranha".

Mas pegando a sutileza proposital (ou não) de PVC (num trecho disse "Seria motivo justo para cravar um candidato da oposição em janeiro, se os opositores fossem um pouco mais nobres."): e Paulo Nobre? Aguarda para ver como as peças no tabuleiro se posicionam. Mas nas listas da internet, nas casas palestrinas, nos bares verde-branco, o que se pergunta é o seguinte: não está na hora de uma terceira via?

Saudações Alviverdes!


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26 de Agosto de 2010
Arenas - Impacto na Vizinhança

Por Claudio Baptista Jr.   

Pessoal,

Todos sabem que atualmente o que está segurando a emissão do alvará para a construção da nossa Arena é a aprovação pelo Cades (Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) de um relatório de impacto a vizinhança.

Não entrarei nas diversas discussões como os motivos do órgão e do Conseg da região se manifestarem somente agora.  

Porém, temos que refletir a respeito do conteúdo e forma como estes questionamentos estão aparecendo.

Está correto abrirem-se questões neste momento? 

Qual é a dinâmica de prazos? Quais são os tempos para respostas e análises?

Existe limite de conteúdo e perguntas secundárias que pode-se exigir? 

Existe lei que dê contornos claros a esse processo?

Como temos observado, nesse processo sempre aparece algo novo e em cima disso pergunto até sobre a possibilidade de uma análise jurídica a fim de que possamos enxergar os limites.  

Infelizmente não temos acesso ao conteúdo dos questionamentos o que nos possibilita apenas uma análise extremamente superficial do que pode ter sido questionado.

Quando penso em impacto com a vizinhança vem a minha mente dois tipos de ações. A parte técnica e os métodos que podem ser usados para manter um grau de pró-atividade com a comunidade.

 

- Parte técnica.

Três fatores são importes para serem analisados pelas pessoas competentes. Ruído, Iluminação e circulação.

Aparentemente o fator iluminação estaria resolvido. Vejam a figura abaixo presente nas especificações da FIFA. A primeira é considerada não recomendável e a segunda adequada. Como consta nos documentos, certamente foi feito a análise por pessoas com competência para tal.

 


 

Já a circulação, temos o parecer favorável da CET e a negociação das contrapartidas. A Arena foi aprovada pelo órgão para receber a circulação de até 60 mil pessoas no seu entorno.

Quanto ao ruído, difícil imaginar que uma Arena com cobertura para o público irá propagar para o exterior um nível de ruído maior do que uma sem a cobertura, ainda que exista um número maior de público dentro do estádio. Entretanto, esperamos que especialistas contratados pela WTorre para realizar os estudos comprovem o menor impacto.

Quando perguntado no início sobre os limites dos questionamentos técnicos para este tipo de empreendimento, vem em mente, além destes, fatores dos mais simples até análises mais complexas que vão deste circulação de torcedores barulhentos, sombras em edifícios adjacentes, ausência de atividades locais quando não há eventos até análises de vibrações.

O projeto da Arena procurou respeitar ao máximo a região. Reforma das suas instalações internas, construção de vagas de estacionamento para a região, melhoria do fluxo de pedestres no entorno do estádio e negociação para construção de contrapartidas para a região.

Há que se destacar também diversos pontos positivos quando se constrói uma Arena nova.

- Acesso privilegiado a eventos esportivos e espetáculos de qualidade.
- Criação de empregos tanto na construção como na exploração / operação das instalações.
- Afluxo de novos visitantes e as conseqüências positivas para a economia local (lojas, restaurantes, hotéis).
- Os moradores e utilizadores da região serão os primeiros a utilizar os equipamentos que são instalados junto ao estádio como ginásios, piscinas, local de convenções e outros aspectos culturais e sociais.
- O prestígio, orgulho e identificação que um novo estádio com seus eventos pode trazer para a comunidade.

- Pró-atividade com a comunidade.

Quando este espaço começou a apresentar as especificações com a FIFA, já falávamos sobre a necessidade de se estabelecer contatos constantes e proativos junto a vizinhança a fim de evitar ao máximo surpresas deste a fase de aprovações, construção e operação da Arena.

 

A documentação da FIFA trazia alerta neste sentido. Para quem quiser recordar o que falamos sobre o relacionamento com a vizinhança e o que a FIFA diz a respeito em suas especificações, acessem os links:

http://www.3vv.com.br/3vv/post.aspx?p0=7&p1=1329

http://www.3vv.com.br/3vv/post.aspx?p0=7&p1=1200

Contudo, aparentemente o clube e o parceiro adotaram a estratégia do maior silêncio possível. Talvez pelo receio que uma proatividade neste campo pudesse levantar uma série de outros questionamentos carregados de terceiros interessados mesmo que desde o princípio o que se buscou foram os caminhos legais para as aprovações junto aos órgãos responsáveis e competentes da prefeitura.

Será que foi a estratégia correta? Hoje nos deparamos com essas ações que vêem freando ainda mais o início das obras. Talvez não nos deparássemos com elas ou as dores de cabeça poderiam ser ainda maiores.  Não sei.

Agora, o que se deve fazer são clube e parceiro continuarem trabalhando dentro do que se pede e que seja de direito, mas com olhos muito, muito abertos.

Abraço,

Claudio Baptista Jr. – muito contrariado com a falta de transparência nas discussões sobre a sede paulista e investimentos públicos na cidade para a Copa de 2014.

 

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26 de Agosto de 2010
Ermelino, o palmeirense Matarazzo

POR JOTA CHRISTIANINI

Faz muito tempo, tempo demais, infelizmente! Afinal eu tinha só 12 anos.

Meu pai levou-me a uma festa no Palestra.

Dia 1º de maio e 7 de Setembro o Palmeiras abria suas portas. Era a chance dos italianinhos da Lapa  frequentar o clube.

Foi em setembro, aliás pensando bem acho que eu tinha menos idade, talvez 7 ou 8, mas lembro. Assisti pela primeira vez um jogo de bola ao cesto, ou cestobol, como diziam na época.

 Algo "parecido" com o atual basquetebol. 

A quadra ficava onde hoje existe o parque infantil.

Não teve futebol, mas foi uma grande festa.

Às folhas tantas, pelo portão da Turiassu, então um portãozinho que mal passava um carro, aliás passava, raspando, entra um Cadillac conversível. Dele desce um sujeito alto, muito bem vestido, usando sapatos sem meia, talvez a primeira vez que vi uma coisa dessas, mesmo porque chamou atenção de todo mundo.

Todos estavam de paletó, era quase obrigatório, ainda mais em dia de festa.

O jovem , sorrindo, saudou a todos.

Meu pai orgulhoso por ter cumprimentado aquele palmeirense ,disse em tom mais heróico que o 5º ato do Rigoletto (expressão Rodrigueana, afinal  o Rigoletto só tem 3 atos).

-- Meu filho! você viu? eu cumprimentei um Matarazzo, e dos bons.

Naqueles tempos Matarazzo, Rockfeller e Cadillac eram as três maiores expressões de riqueza e importância. Tinha também uma bebida inacessível a todos nos da Lapa, chamada uísque, cuja marca Cavalo Branco soava como o quarto mosqueteiro, daqueles três símbolos do luxo.

Uma cena que marcava a importância dos Matarazzo e de quem trabalhava nas Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo.

Rua Coriolano, Vila Roamna, quase Lapa, jogávamos bola na rua, toda tarde, mal chegando da escola.

Eu, Marco Polo del Nero – esse mesmo – e tantos outros italianinhos.

Quando passava um cidadão de terno, gravata, chapéu, às vezes polaina, era comum uma vovó surgir na janela e bradar, gesticulando como  convém a uma nona legitima:

- Fermarsi, per aspettare l'uomo a passare, non vede che lavora in Matarazzo non possono scompigliare costume.

Não se podia imaginar que a bola do  jogo sujasse o terno de um funcionário da Matarazzo.

Voltemos à festa no Palestra; Ermelino Matarazzo, aquele que chegava, foi goleiro, diretor, presidente do conselho e após um dos tantos recadastramentos dos sócios, ostentava a carteira número 1 de sócio do Palmeiras.

Contar a história do Palestra sem falar da família Matarazzo é infame.

Desde antes da fundação a presença da família, pelos próprios, e por outros, como o extraordinário Luigi Cervo foi marcante.

O Conde, seu filho Chiquinho, neto Ermelino –  Eduardo, esse foi  presidente do Palestra –  e outros tantos foram esteios da força que forjou o campeão do século.


Ermelino e o time do Amalia (percebam que no placar o time era
identificado por matartazzo)

Falemos do Ermelino; bom moço, adorava futebol desde garoto;  levou a bola para suas indústrias. O melhor time da Liga Industrial  tinha que ser o Amalia (nome de uma das fábricas e do time de futebol do grupo). Mandava buscar jogador em todas unidades das indústrias, facilitava alguma coisa nos horários de trabalho, ou ainda arrumava emprego para jogadores de times que pagavam pouco, mesmo na era do profissionalismo.

Em todas posições jogava um craque, menos no gol, que a camisa número um, essa era do próprio Ermelino.

Ermelino é dos 3 goleiros, o que esta no meio, o mais alto

Concretizou um outro sonho, jogou no Palmeiras nos juvenis e no amador. 

Conquistou alguns títulos, como o de campeão paulista de amadores de 1945; levava seus companheiros para o gramado da Mansão dos Matarazzo na Avenida Paulista, para treiná-lo.

No dizer de um dos companheiros da época "não era um bom goleiro, só razoável, mas a humildade, de sendo um Matartazzo, a mais importante família do país, conviver com todos os outros tratando-os de igual para igual, em tempos de pouco uso do  politicamente correto, compensava seu pouco talento".

Deixou de jogar, mas até a morte continuou no Palmeiras; exerceu vários cargos.

Enfim um grande palmeirense de uma grande família palmeirense.

***


Dedicatória em foto feita por Ermelino ao amigo Turcão

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25 de Agosto de 2010
DROPS 25/08/10: STJD, LINCOLN, DAVID, ARENA e OFF

Redação 3VV

FELIPÃO ABSOLVIDO

O STDJ absolveu Felipão no julgamento referente à sua expulsão no jogo contra o CAP. Foram 3 votos pela absolvição; a relatoria optou por 2 jogos de punição e um outro auditor por 1 jogo de suspensão. Prevaleceu a maioria (e o bom senso!).

Ainda no STJD o atacante Tadeu foi punido por 1 jogo, já cumprido. O jogador deverá voltar ao time titular nesta quinta-feira.

KLÉBER & LINCOLN

Kléber está fora do jogo contra o Atlético-GO – tem chances de voltar no domingo contra do CAM.

Já Lincoln, afastado há 25 dias dos gramados, deverá ficar mais 15 dias ausente. Infelizmente o custo/benefício deste jogador tem sido ruim para o clube por conta da sua condição física. É uma pena, pois trata-se de um jogador de talento. Torcemos para que ele se recupere de vez.

DAVID

O Palmeiras ganhou ação que corria na Justiça Trabalhista contra o zagueiro David, atualmente no Flamengo. A notícia é extremamente positiva para o clube, pois se tratava da última instância dessa esfera. O caso agora vai pra FIFA, onde o clube deve vencer sem problemas.

GILSINHO RELACIONADO

O técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, relacionou 20 jogadores para a partida desta quinta-feira, contra o Atlético-GO, no Pacaembu. E a novidade é o meia Gilsinho, convocado pela primeira vez.

O jogador foi um dos destaques na campanha do Palmeiras B na Série A3 do Campeonato Paulista deste ano e subiu para o profissional durante a parada para a Copa do Mundo.

Goleiros: Marcos, Deola e Bruno;

Laterais: Vitor e Gabriel Silva;

Zagueiros: Danilo, Fabrício e Maurício Ramos;

Volantes: Edinho, Rivaldo, Tinga e Pierre;

Meias: Valdivia, Gilsinho e Patrik;

ARENA UNIMED?

O sempre participativo leitor Rogério Rocha nos dá a dica – a Unimed aparentemente larga na frente para colocar seu nome na Arena Palestra Italia – o tal do “naming rights”. A íntegra da notícia está aqui: http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=21&id=336089

OFF 1 - INTERNACIONAL

O leitor Fábio Gomes dá a dica - Internacional de Porto Alegre terá eleições por correspondência e 60 mil sócios poderão votar: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2010/08/25/inter-aprova-voto-por-correspondencia-e-tera-eleicao-com-60-mil-socios.jhtm

Enquanto isso o destino da S.E. Palmeiras é decidido por menos de 300 conselheiros. O assunto é polêmico. Qual a sua opinião?

OFF 2 – SPFC

Gabriel Mandarino indica um texto muito interessante do Palmeirense e Chefe de Redação da Globo RJ, Sidnei Garambone, sobre o SPFC: http://globoesporte.globo.com/platb/garamblog/2010/08/25/a-traicoeira-retorica-do-sao-paulo-para-ler-sem-magoa/

Chama a atenção a maneira como imprensa e clubes rivais começam a externar suas visões sobre este clube. O Cruzeiro se referiu assim: “eles pensam que são o Milan do Brasil”; e o Atlético-MG disse que “nós vamos mandar um técnico embora só porque o grande, poderoso, magistral São Paulo quer? Que maluquice é essa?”.

Ambos pronunciamentos se deram após o clube do Jardim Leonor tentar contratar os treinadores (empregados!) dos respectivos clubes mineiros. Nós lamentamos muito que não tenham conseguido, mas os mineiros têm razão.

Por que estamos abordando isso? Porque por muito tempo o palmeirense vem falando isso. E não era levado a sério por muitos da imprensa e de outras torcidas.

Pois bem, parece que mais gente está se juntando ao clube, não?

OFF 3 – NOVO 3VV

Era prá entrar essa noite o novo 3VV. Era!

Uma pequena mudança de última hora nos obrigará a fazer a mudança na virada de quinta prá sexta-feira.

Mas tá chegando... por enquanto fica aí a cara nova... aguarde!

Saudações Alviverdes!


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